Zuando Som
Idealizado em 2004 pelo compositor Rodrigo Prates, o Zuando Som vem conquistando o carinho das famílias em apresentações recheadas de ludicidade, histórias cantadas e contadas através de brincadeiras musicadas. O Zuando Som é um projeto que busca transformar em música quase tudo que envolve a infância, aproximando crianças e adultos, fazendo lembrar a importância da letra na música infantil. O pro
Já pensou em ensinar o alfabeto para os seus alunos de um jeito mais divertido?
Na Conversa Musicada desta semana, vamos contar a história de “Um Alfabeto Diferente”, livro e canção lançados pela Editora Gaúcha que continuam despertando a curiosidade de crianças, famílias e educadores.
Vamos revisitar a música, compartilhar histórias dos bastidores da gravação e mostrar como ela conquistou os alunos da Paula em uma escola pública aqui em Miami, transformando o aprendizado do português em uma experiência divertida e cheia de signif**ado.
Em algum momento dessa conversa, vou contar também como escrevi a letra depois de ter um sonho muito curioso com o alfabeto. Mas essa parte f**a para outro momento. 😉
E acompanhem ao longo desta semana porque vamos compartilhar muitas curiosidades sobre a criação da música, do livro, das gravações e das experiências que essa história proporcionou em salas de aula e encontros com crianças ao longo dos anos.
Se você gosta de música, literatura e educação, talvez você nunca mais olhe para o alfabeto da mesma maneira. 🎶📚✨
💥Em todas as plataformas 🎧
Um Alfabeto Diferente
Rodrigo Prates
Acontece que eu tive uma ideia diferente
Bonita assim a minha ideia quase feliz
Coisa esquisita pensar assim deste jeito, mas…
Diferente não quer dizer ruim
Esquisito seria se eu f**asse triste
Feito um picolé derretendo ao sol
Gastaria o meu tempo todo contigo
Haveria uma máscara pra me fantasiar de amor?
Imagina tudo que você quer
Jacaré tem a boca grande e nem sabe cantar
Kung Fu eu vi na televisão
Lindo o Bruce Lee imitando um dragão
Maria me trocou pelo João
Narizinho quer fugir do livro
Optou por vir morar comigo
Pandorga pra brincar no céu
Quebrou o brinquedo bom na minha mão
Rindo eu parei de chorar
Sapo não lava o pé
Tinha mas chulé acabou
Urubu come o que ninguém quer
Vez em quando eu tenho medo e chamo o meu irmão
Wafer é café da manhã
Xadrez é a blusa da minha mãe
Yoga deixa a gente zen
Zangado é o nome de um anão.
Que o mundo está maluco, a gente já sabe. Mas o que fazer diante de tanta maluquice? O que fazer com aquilo que não controlamos e nem queremos controlar?
Seguimos vivendo e fazendo som. Afinal, a vida sempre tem razão.
Sempre que a gente anda pelo Brasil, percebe que o território também é lugar de conhecimento.
Muito antes das universidades, os saberes já eram transmitidos pelos mestres e mestras, nas comunidades, nos encontros, nas festas, nas práticas culturais e na vida cotidiana.
Reconhecer o notório saber é entender que o conhecimento não pertence a um único espaço. Biblioteca, museu, escola, terreiro, rua, quilombo, aldeia e pontos de cultura também educam, preservam memória e formam pessoas.
A ideia de Pluriversidade nasce justamente desse encontro entre diferentes formas de aprender e ensinar. Um conhecimento construído em conjunto, respeitando as experiências, as oralidades, os territórios e quem mantém viva a transmissão cultural há gerações.
Descentralizar o saber é ampliar o olhar sobre educação, cultura e humanidade. O Brasil é gigante pela própria natureza. 💎🇧🇷
Continuando a nossa Conversa Músicada sobre a letra de Meninas e Meninos gravada no álbum Grávido de Música, segue uma pequena reflexão sobre o papel das meninas em seus territórios.
💥Meninas e Meninos está disponível em todas as plataformas.
05/18/2026
O Zuando Som chega à Teia Nacional dos Pontos de Cultura 2026 mais para ouvir do que para falar. Mais para trocar do que para ocupar o centro.
O tema deste ano, “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”, lembra algo fundamental: não existe futuro possível sem comunidade, sem território, sem escuta e sem respeito às diferentes formas de viver e produzir cultura.
Estaremos ali como espectadores atentos, ajudando a construir pensamentos junto de tantas pessoas, coletivos, artistas, educadores, povos originários e fazedores de cultura de todo o Brasil. Porque o aprendizado acontece justamente nesse encontro entre diferenças.
O Zuando Som acredita que educação e cultura caminham juntas. E também acredita que ninguém cresce sozinho. Aprender com outras realidades, outras infâncias, outras músicas, sotaques, histórias e modos de enxergar o mundo faz o projeto crescer de forma mais humana, mais consciente e mais conectada com o país real.
A Teia é isso: um espaço onde a cultura deixa de ser vitrine e vira convivência.
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