Da conversa de duas amigas, surgiu uma ideia em comum: ter um espaço para partilhar objectos feitos de forma autêntica. Não se trata obviamente de alcançar o original, que se tornou quase impossível de atingir nos dias globalizados em que permanecemos. Em feiras de artesanato e lojas do género em questão, predominam artefactos destes. Para além da questão artificial, verificámos também a ausência
de um sentido estético nesses objectos. E um sentido estético não se resume somente àquilo que participa da categoria do belo, mas envolve, ou deveria envolver também, um lado pensante. Para além destas questões tínhamos também uma paixão por objectos do passado e uma vontade imensa de fazermos alguma coisa num país que consideramos merecedor das melhores coisas do mundo, apesar da nuvem negra que dele carregamos todos os dias. E finalmente, começámos a olhar com mais atenção a questão de um mundo mais verde, a questão da sustentabilidade, a utilização de produtos orgânicos, o recurso a objectos e ferramentas não poluentes, ou o menos poluentes possível. Algumas viagens a Londres e outras pela Internet fizeram-nos perceber do gigante passo atrás em que nós portugueses nos encontramos nesse campo. Percebemos também o comportamento austero que temos com a forma de estarmos na vida e como olhamos os objectos que adquirimos para nós e para os outros, uma busca de perfeição demasiado perfeita. Confundimos aquilo que é erosão do tempo com aquilo que está estragado. Foi assim, que começámos a escolher os nossos quatro R's:
Renovar • Reduzir • Reciclar • Reusar
O “projecto" esteve sempre presente, o "alecrim" surgiu no fim. E não poderia se encaixar melhor: planta da alegria, da renovação da alma e do despertar da mente, com propriedades que combatem a depressão e activam a memória. E foi a ouvir alguém a cantarolar o "alecrim aos molhos" que nos surgiu a ideia...