Filipa Rijo Consultas

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27/05/2026

Estamos a criar crianças constantemente estimuladas, mas cada vez mais desligadas de si próprias e dos outros.

O excesso de ecrãs, os dias apressados, a ausência de brincadeiras ao ar livre, a falta de momentos de tédio, silêncio e frustração… tudo isto está a retirar espaço a aprendizagens emocionais essenciais.

Hoje vemos adolescentes com dificuldade em lidar com o vazio, com baixa tolerância à frustração, dificuldade de empatia, necessidade constante de estímulo e pouca capacidade de parar, sentir e refletir.
Crescem hiperconectados, mas muitas vezes emocionalmente desconectados.

O tédio ensina criatividade.
A frustração ensina regulação emocional.
O brincar ensina empatia, limites e convivência.
O silêncio ensina escuta interior.

Quando retiramos às crianças estas experiências, estamos também a limitar ferramentas fundamentais para se tornarem adultos emocionalmente saudáveis.

E a pergunta que f**a é:
que responsabilidade temos todos nós — pais, educadores, escolas e sociedade — neste futuro que estamos a construir?

12/05/2026

Por detrás de tantas marcas, existem histórias que nem sempre foram ouvidas.
Cicatrizes invisíveis. Medos guardados. Partes de nós que aprendemos a esconder para sobreviver.

Mas chega um momento em que o peso de continuar escondido se torna maior do que o medo de sermos vistos.
E é aí que começa a transformação: quando escolhes trazer luz ao que dói, aceitar a tua história com verdade e permitir-te surgir sem máscaras.

Assumir quem és não apaga as marcas.
Mas dá-lhes signif**ado, compreensão e espaço para cicatrizarem com amor.

A terapia pode ser esse caminho de reencontro contigo, onde deixas de te esconder e aprendes, aos poucos, a existir com autenticidade.

31/03/2026

⏳ O tempo não volta atrás.

Tudo o que vivemos — o que investimos, o que desperdiçamos, o que adiamos — nasce das escolhas que fazemos, todos os dias.

Nem sempre escolhemos com clareza.
Nem sempre escolhemos com consciência.
Mas escolhemos.

E se há algo que não podemos recuperar… é o tempo.

Talvez por isso, cuidar de si não seja um luxo — é uma necessidade.
Parar. Refletir. Reajustar.
E começar a escolher com mais intenção, mais presença, mais verdade.

Não para acertar sempre…mas para acertar mais vezes.
E isso também se aprende.

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