Filipa Rijo Consultas

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09/07/2026

Abrandar não é desistir.
É reaprender a estar presente.

Durante muito tempo habituámo-nos a medir valor pela pressa, pela produtividade, pela capacidade de fazer mais, responder mais, aguentar mais. Como se parar fosse falhar. Como se descansar tivesse de ser merecido.

Mas o corpo fala. A mente também. E, muitas vezes, aquilo que chamamos cansaço é um pedido antigo de cuidado, silêncio e presença.

Reaprender a abrandar é voltar a escutar os próprios limites. É permitir que a vida não seja apenas uma sucessão de tarefas, mas também um lugar onde podemos respirar.

Talvez a verdadeira força comece precisamente aí: quando deixamos de correr contra nós.

27/05/2026

Estamos a criar crianças constantemente estimuladas, mas cada vez mais desligadas de si próprias e dos outros.

O excesso de ecrãs, os dias apressados, a ausência de brincadeiras ao ar livre, a falta de momentos de tédio, silêncio e frustração… tudo isto está a retirar espaço a aprendizagens emocionais essenciais.

Hoje vemos adolescentes com dificuldade em lidar com o vazio, com baixa tolerância à frustração, dificuldade de empatia, necessidade constante de estímulo e pouca capacidade de parar, sentir e refletir.
Crescem hiperconectados, mas muitas vezes emocionalmente desconectados.

O tédio ensina criatividade.
A frustração ensina regulação emocional.
O brincar ensina empatia, limites e convivência.
O silêncio ensina escuta interior.

Quando retiramos às crianças estas experiências, estamos também a limitar ferramentas fundamentais para se tornarem adultos emocionalmente saudáveis.

E a pergunta que f**a é:
que responsabilidade temos todos nós — pais, educadores, escolas e sociedade — neste futuro que estamos a construir?

12/05/2026

Por detrás de tantas marcas, existem histórias que nem sempre foram ouvidas.
Cicatrizes invisíveis. Medos guardados. Partes de nós que aprendemos a esconder para sobreviver.

Mas chega um momento em que o peso de continuar escondido se torna maior do que o medo de sermos vistos.
E é aí que começa a transformação: quando escolhes trazer luz ao que dói, aceitar a tua história com verdade e permitir-te surgir sem máscaras.

Assumir quem és não apaga as marcas.
Mas dá-lhes signif**ado, compreensão e espaço para cicatrizarem com amor.

A terapia pode ser esse caminho de reencontro contigo, onde deixas de te esconder e aprendes, aos poucos, a existir com autenticidade.

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