Time In
Time In é uma actividade que proporciona ás crianças competências para gerirem de forma eficaz os seus pensamentos, sentimentos e ações. Desta forma, ajuda-as a desenvolverem-se social e emocionalmente, ao mesmo tempo que ajuda crianças fisicamente agressivas (estado de sobrevivência) ou verbalmente agressivas (estado emocional) a se tornarem mais integradas para poderem usar as suas competências
06/06/2023
Ensinar às crianças os termos anatómicos corretos para as suas partes íntimas é uma parte crucial da Educação para a Prevenção do Abuso Sexual (EPAS). Aqui estão 8 boas razões para o fazer:
1. Se uma criança for tocada de forma inadequada, pode relatar com maior precisão (por exemplo, é diferente ser tocada na v***a (parte externa) e na va**na (parte interna), o mesmo para nádegas e â**s). Este facto tem muito mais peso se as acusações da criança forem levadas a tribunal.
2. Comunica às crianças respeito pelo seu corpo e que os seus órgãos genitais não são sujos ou tabu. Quando usamos termos como "pilinha", "p**i" ou "pombinha", estamos a ensinar-lhes que as palavras verdadeiras não são adequadas para serem ditas.
3. Se uma criança disser ao infrator: "Pára! Não toques na minha v***a! O potencial agressor sabe que esta criança tem conhecimentos de EPAS. É menos provável que essa criança seja selecionada como alvo.
4. Se o teu filho começar a usar "nomes carinhosos", podes questionar-te onde é que ele os ouve, uma vez que a tua família usa os termos anatómicos corretos. Isto pode ser um sinal de alerta para aliciamento e abuso.
5. Usar apelidos com o teu filho torna mais fácil para um abusador "despistar" quaisquer queixas de toque inapropriado feitas pela criança como sendo apenas um "pouco de brincadeira" e facilmente descartadas por adultos sem formação em EPAS.
6. A utilização dos termos anatómicos corretos ajuda a explicar às crianças as mudanças no seu corpo à medida que a puberdade começa. O tema pode ser discutido sem o tornar vergonhoso, sem o transformar numa piada ou sem menosprezar a sua importância.
7. Se os órgãos genitais da criança estiverem feridos ou se houver um problema de saúde, é mais fácil para a criança comunicá-lo a ti e/ou a um profissional de saúde com mais precisão.
Em mais de 15 anos a trabalhar com crianças até aos 10 anos NUNCA conheci NENHUMA que soubesse os nomes corretos dos seus genitais!!!! NEM UMA!!! Precisamos mudar isto com a máxima URGÊNCIA!
26/05/2023
Ao ensinarmos aos nossos filhos todas as competências importantes de segurança corporal de que necessitam, temos de ser a sua primeira linha de defesa.
Temos de ser os pais que falam na escola e que fazem as perguntas que nem todos os pais se apercebem que devem ser feitas.
Temos de ser os pais que falam nas reuniões de família quando um familiar continua a fazer cócegas mesmo depois de o nosso filho ter dito (ou demonstrado visivelmente) "já chega".
Temos de ser os pais que intervêm e que são modelos de definição de limites.
Temos de estar dispostos a falar sobre um tema "tabu" para que deixe de ser tabu.
É assim que ajudaremos a acabar com a violência sexual contra as crianças.
É necessária uma ação corajosa da nossa parte.
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