Fontes Expressis

Fontes Expressis

Compartilhar

Photos from Fontes Expressis's post 17/12/2022

🄴🄽🅃🅁🄴🅅🄸🅂🅃🄰
🄲🄾🄼 𝐋𝐮í𝐬 𝐗𝐚𝐯𝐢𝐞𝐫 (𝟏𝟕.𝟏𝟐. 𝟐𝟎𝟐𝟐)

𝐉á 𝐥𝐡𝐞 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐫𝐚𝐦 𝐩𝐞𝐥𝐚𝐬 𝐦ã𝐨𝐬 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐧𝐬 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐝𝐢𝐬𝐜𝐨𝐠𝐫á𝐟𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐠𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞𝐬 𝐧𝐨𝐦𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐚𝐫𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐫𝐞𝐠𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬, 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐉𝐨ã𝐨 𝐌𝐨𝐧𝐢𝐳 𝐞 𝐑𝐚𝐟𝐚𝐞𝐥 𝐂𝐚𝐫𝐯𝐚𝐥𝐡𝐨.
É 𝐦ú𝐬𝐢𝐜𝐨, 𝐟𝐮𝐧𝐝𝐚𝐝𝐨𝐫 𝐞 𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐫 𝐝𝐚 𝐛𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐫𝐞𝐠𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐅𝐚𝐭 𝐨𝐟 𝐭𝐡𝐞 𝐋𝐚𝐧𝐝, 𝐦𝐚𝐬 é 𝐧𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮çã𝐨 𝐦𝐮𝐬𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐪𝐮𝐞, 𝐮𝐥𝐭𝐢𝐦𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞, 𝐭𝐞𝐦-𝐬𝐞 𝐝𝐢𝐬𝐭𝐢𝐧𝐠𝐮𝐢𝐝𝐨 𝐞 𝐚𝐟𝐢𝐫𝐦𝐚𝐝𝐨 𝐧𝐚 𝐜𝐞𝐧𝐚 𝐦𝐮𝐬𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐀ç𝐨𝐫𝐞𝐬.
𝐋𝐮í𝐬 𝐗𝐚𝐯𝐢𝐞𝐫, 𝟒𝟐 𝐚𝐧𝐨𝐬, é 𝐧𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐑𝐢𝐛𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐐𝐮𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞 𝐟𝐚𝐥𝐨𝐮-𝐧𝐨𝐬 𝐮𝐦 𝐩𝐨𝐮𝐜𝐨 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐛𝐚𝐜𝐤𝐠𝐫𝐨𝐮𝐧𝐝 𝐦𝐮𝐬𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐞 𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐮𝐬 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐧𝐚 á𝐫𝐞𝐚 𝐝𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮çã𝐨.

𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐬𝐮𝐫𝐠𝐢𝐮 𝐚 𝐦ú𝐬𝐢𝐜𝐚 𝐧𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚?
As primeiras memórias que tenho com a música são de quando ouvia, com meu pai, os vinis de Amália e Modern Talking. E com o passar dos anos, esta audição tornou-se em algo mais. Ouvir música faz com que desenvolvas outras características e querer executá-la é uma delas. No meu caso, o contacto com a execução surgiu nos ranchos de folclore, logo depois ingressei numa banda de Pop-Rock.

𝐐𝐮𝐚𝐢𝐬 𝐟𝐨𝐫𝐚𝐦 𝐚𝐬 𝐬𝐮𝐚𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐢𝐧𝐟𝐥𝐮ê𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬 𝐧𝐚 𝐦ú𝐬𝐢𝐜𝐚?
As minha maiores influências são diversas e de géneros diferentes. Destacaria o Rock português dos anos 90, como Xutos & Pontapés, UHF, Silence 4, Oasis, The Verve e os incontornáveis Metallica.
Fale-nos um pouco sobre o seu percurso na música e dos projetos que fez e/ou faz parte.
Entre o rancho folclórico e a banda filarmónica Furnense, partilhava ainda o meu tempo com a banda local, Odisseia. Éramos todos elementos do rancho que saltaram para as guitarras e baterias. Tocávamos covers e mais tarde fiz dois ou três originais. Após um longo afastamento, em 2012, voltei com FAT of the LAND, um projeto de originais onde pus um pouco daquilo que sou.

𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐬𝐢 𝐚 𝐦ú𝐬𝐢𝐜𝐚?
A música pode ser tudo o que precisas, pois ela tem vários estados emocionais tal como nós enquanto seres humanos.

𝐓𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐯𝐢𝐬𝐭𝐨 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐚𝐫𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐧𝐨𝐬 𝐀ç𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐚 𝐚𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚𝐫𝐞𝐦 𝐧𝐨 𝐦𝐞𝐫𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐨𝐫𝐢𝐠𝐢𝐧𝐚𝐢𝐬. 𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚 𝐝𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐬𝐞𝐬 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐭ê𝐦 𝐬𝐢𝐝𝐨 𝐥𝐚𝐧ç𝐚𝐝𝐨𝐬?
Os originais e as bandas locais com qualidade não são de agora. Quando ainda estava a viver na Ribeira Quente, via o programa Novas Ondas e pensava, para mim, que temos músicos incríveis cá. Na atualidade julgo que tudo se torna mais fácil divulgar, pois sabemos que toda a tecnologia à disposição ajuda, mesmo na questão de mostrar um produto com melhor som. Com isso, não quero dizer que a qualidade caiu, pelo contrário, hoje o detalhe conta. Com a imagem aliada à parte sonora temos futuro com qualidade.

𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐬𝐮𝐫𝐠𝐢𝐮 𝐚 𝐨𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐫 𝐧𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮çã𝐨 𝐦𝐮𝐬𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐞, 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐪𝐮𝐞𝐧𝐭𝐞𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞, 𝐧𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚çã𝐨 𝐝𝐨 𝐞𝐬𝐭ú𝐝𝐢𝐨 𝐂𝐮𝐛𝐨 𝐗?
A oportunidade foi criada, por acaso, com a vontade de começar a mostrar os originais de Fat of the Land, onde comecei por gravar com um amigo. Só mais tarde é que me apercebi de que o conseguiria fazer e arrisquei em conjunto com o pessoal da banda. Comecei a estudar em casa os princípios básicos do som, como as frequências, por exemplo, e a assimilar conhecimentos na prática.
Uma coisa levou à outra e a cada trabalho, julgo que se notava um salto qualitativo, até chegar ao ponto de outros músicos me pedirem para gravar os seus temas.

𝐀 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮çã𝐨 𝐦𝐮𝐬𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐭𝐞𝐦 𝐬𝐢𝐝𝐨 𝐚𝐥𝐠𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐫𝐨𝐞𝐦𝐢𝐧𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐧𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 𝐧𝐨𝐬 ú𝐥𝐭𝐢𝐦𝐨𝐬 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐬. 𝐅𝐚𝐥𝐞-𝐧𝐨𝐬 𝐮𝐦 𝐩𝐨𝐮𝐜𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐝𝐨𝐬 𝐚𝐫𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐦 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐳𝐢𝐝𝐨.
Já partilhei ideias com alguns projetos e é assim que gosto de tratar a coisa. A minha abordagem é ir ao encontro das ideias do artista que está ali comigo. Talvez esta seja a melhor forma de descrever a fluidez como tem corrido as coisas. Tudo começou com The Freelance, banda de Rui Farias, onde lhes gravei uma canção. Logo depois, gravo com João Moniz a “Saudade”, tema que ele queria manter guardado, mas que acabei por convencê-lo a lançar, pois era bom demais para estar no anonimato.
Daí, até ao início dos discos, foi um piscar de olhos. O EP “Saudade” de João Moniz foi uma aprendizagem, tanto para mim como para o artista. Estávamos metidos numa "toca de um lobo" sem saber, mas acabámos por sair vivos.
Mais tarde, comecei a trabalhar com o Rafael Carvalho nos seus últimos dois discos. Foram sessões que correram muito bem, não fosse o Rafael um excelente músico. O bom ambiente e algum licor caseiro do Rafael também ajudaram bastante (risos).
No interregno entre os discos do Rafael gravei o segundo disco de João Moniz "Depois da Saudade" .
Neste trabalho conseguimos colocar em prática tudo o que foi planeado, tanto a nível musical como técnico.
Fiz uns upgrades em equipamentos de gravação e isso refletiu-se na qualidade final do produto.
Este é um disco que gostei muito de gravar, tanto pelas experiências de estúdio e partilha de experiências com os músicos, quer pela qualidade das canções. A maior diferença no processo deste disco para o primeiro foram as certezas pelo caminho, pois não tínhamos dúvidas daquilo que queríamos que o disco fosse.
Tenho ainda trabalhos feitos com Fontes, nomeadamente na masterização do seu álbum "Misto".

𝐄𝐱𝐩𝐥𝐢𝐪𝐮𝐞-𝐧𝐨𝐬, 𝐞𝐦 𝐥𝐢𝐧𝐡𝐚𝐬 𝐠𝐞𝐫𝐚𝐢𝐬, 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐟𝐮𝐧𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚 𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮çã𝐨 𝐝𝐞 𝐮𝐦 á𝐥𝐛𝐮𝐦, 𝐝𝐞𝐬𝐝𝐞 𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐢𝐧í𝐜𝐢𝐨 𝐚𝐭é 𝐚𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥.
Existem linhas gerais, mas que se moldam conforme o que se tem em mãos.
O primeiro passo começa por gravar, onde normalmente se fazem guias do tema, de forma a que fique dentro do bpm definido, ou há quem prefira gravar apenas no "feeling". A partir daí, vão-se gravando os instrumentos individualmente até f**ar o processo completo. Durante este processo há muita troca de ideias, avanços e recuos, conforme a satisfação do artista e a minha, em relação ao que se está “montando”. Finalizada a parte de captação, partimos para a edição e mixagem, onde basicamente é limpar, ajustar tudo, como se de um interior de uma casa tratasse. Não faço mais do que realçar o que de bom tem o som de determinado instrumento e conjugar com os restantes que fazem a canção, de forma a termos uma boa união. Após esta parte, aprovada pelo seu autor, partimos então para a masterização. Aqui damos “ganho” e uma nova dinâmica aos temas, de forma a f**arem com um determinado volume para o fim que é, neste caso um álbum.
O meu processo termina com a aprovação final do autor e só aqui, faço a “montagem “ da imagem do álbum, que consiste na colocação e alinhamento de todas as canções, nomes das mesmas, nome no álbum e artista. Em suma, toda aquela informação que se vê nos leitores de CD. Este material segue para fábrica de produção e é aguardar.

𝐄𝐧𝐪𝐮𝐚𝐧𝐭𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨𝐫, 𝐝𝐞𝐜𝐞𝐫𝐭𝐨 𝐣á 𝐬𝐞 𝐝𝐞𝐩𝐚𝐫𝐨𝐮 𝐜𝐨𝐦 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐠é𝐧𝐞𝐫𝐨𝐬 𝐦𝐮𝐬𝐢𝐜𝐚𝐢𝐬. 𝐄𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧ç𝐚 𝐟𝐚𝐳 𝐜𝐨𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞𝐣𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐟á𝐜𝐢𝐥 𝐨𝐮 𝐝𝐢𝐟í𝐜𝐢𝐥 𝐚 𝐭𝐚𝐫𝐞𝐟𝐚?
Não me considero produtor. No curto espaço de tempo que passou desde que iniciei esta aventura, já tive a oportunidade de trabalhar com instrumentos tradicionais e com beats de Hip Hop, passando também pelo Rock. Não vejo as coisas mais difíceis ou mais fáceis. Independentemente do género, apenas tenho de me enquadrar naquilo em que se está a trabalhar. No fundo, cada trabalho acaba por ser uma grande e nova aprendizagem. Sempre que surge alguma dificuldade, arranja-se forma de a contornar, seja por intuição ou estudo.

𝐎𝐧𝐝𝐞 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚 𝐢𝐧𝐬𝐩𝐢𝐫𝐚çã𝐨 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐟𝐚𝐥𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮çã𝐨 𝐦𝐮𝐬𝐢𝐜𝐚𝐥? 𝐂𝐨𝐥𝐢𝐝𝐞, 𝐝𝐞 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚, 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐭é𝐜𝐧𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮çã𝐨?
A inspiração entra quando definimos o objetivo, onde eu e o músico queremos que a música soe de determinada forma. Sendo eu também músico compositor (amador), julgo que me ajuda neste processo de discussão de ideias, tanto no que seja de sugestões aos arranjos das canções, como também nas sonoridades das mesmas.

𝐎 𝐬𝐞𝐮 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 é 𝐢𝐧𝐟𝐥𝐮𝐞𝐧𝐜𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐞/𝐨𝐮 𝐢𝐧𝐬𝐩𝐢𝐫𝐚𝐝𝐨, 𝐝𝐞 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚, 𝐩𝐨𝐫 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨𝐫 𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐢𝐝𝐨?
Não, de todo. Ouço discos, conheço os músicos, mas não os produtores. Os únicos que conheço são os das nossas ilhas. Desde que entrei nesta área, dou outra atenção a tudo o que ouço e, de forma inconsciente, devo transportar algo disto para o que tenho andado a fazer. A inspiração é, na minha opinião, ouvir os instrumentos crus e dali exponenciar o melhor deles, para depois, no seu todo, termos um som que defina cada artista.

𝐍𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐨𝐩𝐢𝐧𝐢ã𝐨, 𝐪𝐮𝐚𝐢𝐬 𝐚𝐬 𝐩𝐫𝐢𝐧𝐜𝐢𝐩𝐚𝐢𝐬 𝐯𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐮𝐦 𝐛𝐨𝐦 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨𝐫 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚 𝐭𝐞𝐫?
Dar ao artista, o produto que ele ambiciona, através do diálogo, da constante partilha do trabalho e também por vezes alguma paciência. Tento dar sempre algo que eu também goste, mas a última palavra é sempre do dono do trabalho.

𝐏𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐥é𝐦 𝐝𝐞 𝐦ú𝐬𝐢𝐜𝐨 𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨𝐫 𝐦𝐮𝐬𝐢𝐜𝐚𝐥, 𝐭𝐚𝐦𝐛é𝐦 𝐭𝐞𝐦 𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐧𝐬 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐧𝐚 á𝐫𝐞𝐚 𝐝𝐨 𝐀𝐮𝐝𝐢𝐨𝐯𝐢𝐬𝐮𝐚𝐥, 𝐭𝐚𝐥 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐕𝐢𝐝𝐞𝐨𝐜𝐥𝐢𝐩𝐞𝐬. 𝐅𝐚𝐥𝐞-𝐧𝐨𝐬 𝐮𝐦 𝐩𝐨𝐮𝐜𝐨 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐞𝐬 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨𝐬.
Sim, veio com a necessidade de fazer os vídeos para os Fat of the Land, em paralelo com as gravações áudio. Comecei por fazer o vídeoclip do tema “A Bruma “, sem conhecimento nenhum, mas ainda assim ficou aceitável. A partir daí, tive de olhar melhor para o software de edição e investir em equipamentos de filmagem. Entretanto, nos dias de hoje, já conto com alguns vídeos musicais de que me orgulho bastante.
Já fui abordado para filmar casamentos, mas como não quero "estragar" dias especiais a noivos fui dizendo que não. Quem sabe um dia.

𝐂𝐨𝐦 𝐨 𝐚𝐧𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐭𝐞𝐬 𝐚 𝐭𝐞𝐫𝐦𝐢𝐧𝐚𝐫, 𝐪𝐮𝐞 𝐛𝐚𝐥𝐚𝐧ç𝐨 𝐟𝐚𝐳 𝐝𝐨 𝐦𝐞𝐬𝐦𝐨 𝐧𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐢𝐳 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐚𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨?
Esta não é a minha profissão, contudo posso afirmar que foi um ano em cheio. Gravei dois discos dos quais tive, da parte dos músicos, a liberdade para opinar e debater todas as ideias. Quando assim é, o trabalho acaba por ser divertido e o resultado só pode ser bom. Há dias, vimos Rui Veloso, numa foto, com os dois discos do João Moniz na mão. Só isso é um bom presente.

𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚𝐫 𝐝𝐨 𝐂𝐮𝐛𝐨 𝐗 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝟐𝟎𝟐𝟑?
Não sei… Depende do que for surgindo. Neste momento, estou a trabalhar num disco que sairá em 2023 e tenho já mais uns Singles para gravar. Quero finalizar também um tema da minha banda que espero que seja concluído e lançado no próximo ano.

𝐐𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐩𝐨𝐝𝐞 𝐝𝐚𝐫 𝐚 𝐪𝐮𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐞ç𝐚𝐫 𝐚 𝐝𝐚𝐫 𝐨𝐬 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐨𝐬 𝐧𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮çã𝐨 𝐦𝐮𝐬𝐢𝐜𝐚𝐥?
Que nada é impossível. Descomplicar é a melhor coisa e, claro que é preciso ter noções básicas, ponderar e investir no equipamento certo.
Eu sigo muito a minha intuição e o meu ouvido, pois não estou numa caixa fechada que leva tudo à regra como vem nos manuais.

Fotos: DR
✍️ C.Fontes

Quer que o seu negócio seja a primeira Empresa De Mídia em Ponta Delgada?
Clique aqui para solicitar o seu anúncio patrocinado.

Website

Endereço


Ponta Delgada