Ecos do Castelo
07/08/2021
E para vocês, o que marca o quotidiano no Bairro?
O som do xilofone à entrada? O som dos trolleys? O bom dia a passar na Drogaria do Castelo?
Tenho passado os últimos dias fora do bairro e sinto falta das coisas mais quotidianas. Coisas que se repetem, as pessoas de todos os dias, a recordação viva e repetida que nos permite regressar a um lugar e saber que chegámos.
Da minha casa tenho vista para o pátio abandonado deste prédio vizinho. Consigo ver a antiga chaminé, tão invulgar para mim que me dá a sensação de estar a olhar para o passado de um país estrangeiro. Um dia estava perto da janela e ouvi uma senhora que conversava com a saudade. Parece que essa chaminé servia à antiga padaria deste edifício e o cheiro a pão de manhã era o que fazia esta senhora regressar aquele lugar da Rua de Santa Cruz do Castelo. Algures no passado o quotidiano teve o sabor a pão quente com manteiga e o mesmo cheiro que hoje se repete na saudade.
Entre o bairro a que regressamos hoje ou aquele a que se regressa com a saudade, o que marca o quotidiano do bairro?
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Categoria
Website
Endereço
Rua Santa Cruz Castelo
Lisbon