Flui

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30/07/2021

A palavra “coragem” vem do latim coraticum (cor + aticum), onde “cor” significa coração e “aticum” o sufixo usado para indicar a ação da palavra que o precede. Sendo assim, a própria palavra já sugere uma ação pelo coração, um estado de espírito que surge a partir de forças mais íntimas e profundas do ser.

Para a Psicologia Positiva, Coragem é uma das 6 grandes virtudes e refere-se à determinação para atingir objetivos importantes, mesmo diante de obstáculos internos e externos.

Coragem não é ausência de medo, mas a capacidade de agir, apesar das adversidades, quando o mais fácil talvez fosse desistir.

As 4 forças associadas à coragem são:

💪 Bravura
A capacidade de enfrentar ameaças, desafios, dores ou dificuldades.
Existem 3 tipos de bravura: bravura física, psicológica (enfrentar mesmo os aspectos dolorosos de si mesmo) e moral (defender o que é certo, mesmo que seja desfavorável a alguém).

🤚Honestidade
Ser honesto é falar a verdade e se apresentar de maneira genuína e sincera, assumindo a responsabilidade por seus sentimentos e ações. É ser uma pessoa íntegra, que é quem diz ser e age de forma consistente em todos os domínios de sua vida, pessoal, social ou profissional.

👉 Perseverança
Perseverança é persistir nas coisas. Significa trabalhar muito e terminar o que começou, apesar das barreiras e obstáculos que surgem. Isso ajuda a aumentar a confiança para sucessos futuros e realização de metas. Perseverança envolve a continuação voluntária de uma ação direcionada a um objetivo, apesar da presença de desafios, dificuldades e desânimo.

🤗 Entusiasmo
Significa abordar tarefas ou a vida em geral com energia. Pessoas entusiasmadas têm bastante vitalidade e pique, contagiando e inspirando quem está ao seu redor. É viver a vida como uma aventura, sentindo-se vivo, ativo e engajado.

💛 E a sua coragem, como anda?
💛 Qual destes aspectos você sente que seria mais importante desenvolver?

Photos from Flui's post 12/04/2021

Quando confrontados com a nossa imperfeição humana, com as nossas falhas e dores, podemos responder tanto com gentileza e cuidado quanto com julgamento e autocrítica.

A autocrítica, por ter um caráter de autopreservação, acaba por ser a nossa resposta mais automática. Ela surge a partir de uma percepção de ameaça e de medo, mas apesar de ter como objetivo primário a nossa proteção, acaba tendo um efeito autossabotador. Nos sentimos impotentes e frustrados, nos isolamos e nos retraímos, bloqueando o nosso crescimento.

A autocompaixão, por outro lado, é a capacidade de tratarmos a nós mesmos com a mesma gentileza, preocupação e apoio que teríamos com alguém que amamos e queremos bem, criando o ambiente de amor e de carinho que permite nos sentirmos seguros para seguir em frente, mudar comportamentos e experimentar novas formas de estarmos na vida.

Por mais que não gostemos de errar, de falhar, de nos sentirmos incompententes ou inadequados de alguma forma, entrar no julgamento só perpétua a dor e nos impede de evoluir. Só quando há amor suficiente é que aprendemos e mudamos. E se quisermos crescer, precisamos reconhecer e desenvolver a autocompaixão.

📌Nota: a autocompaixão é um dos assuntos mais estudados hoje pela psicologia. Estudos científicos mostram que a prática da autocompaixão chega a ser mais importante no desenvolvimento pessoal do que a autoestima. A pesquisadora e autora Kristin Neff, especialista no assunto, tem vários livros e vídeos super interessantes!

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