Clever R. de M. Amarilla - Psicólogo

Clever R. de M. Amarilla - Psicólogo

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Photos from Clever R. de M. Amarilla - Psicólogo's post 06/05/2021

A 165 anos do nascimento de Sigmund Freud, ele continua atual. A atemporalidade do Inconsciente, que ele trabalhou em suas teorias, impregnou-se em seus escritos e, se abrirmos o texto "Mal-estar na Civilização", poderemos conversar de frente sobre a nossa realidade sem precisar viajar até 1930.

A "Interpretação dos Sonhos" continua interpretando os devaneios de um Inconsciente que ainda não entendemos. Continuamos lendo e relendo Freud porque, foi ele mesmo quem nos alertou, o psiquismo baseia-se em "Recordar, Repetir e Elaborar".

E aqui estamos, em um seis de maio do século XXI, em um país dos trópicos, recordando um homem que nasceu no século XIX em um distante Império Austro-húngaro. Repetimos suas experiências, retornamos à suas leituras, no intuito de elaborar nossa existência.

Uma existência escorregadia e repetitiva que, mesmo negando, nos faz reconhecer-nos como neuróticos que identificam-se com um pai. Hoje, relembramos o nascimento de um pai, o Pai da Psicanálise.

Freud vive, Freud continua atual e, como diria Jacques Lacan já em meados dos anos 70, “(...) Quem quiser ser lacaniano que seja. Eu sou freudiano.”

𝓒𝓵𝓮𝓿𝓮𝓻 𝓡. 𝓭𝓮 𝓜. 𝓐𝓶𝓪𝓻𝓲𝓵𝓵𝓪
ᴘsɪᴄóʟᴏɢᴏ
ᴄʀᴘ 07/32712

Photos from Clever R. de M. Amarilla - Psicólogo's post 05/05/2021

A Tragédia Humana
Texto 1/3

Buscar reviver o êxtase da primeira experiência de prazer é a sina do homem. Isso sempre irá faltar. Em toda satisfação, algo vai ficar pra trás, marcando que está faltando alguma coisa e essa falta irá movimentar o sujeito na busca de uma totalidade na sua satisfação. Assim se passa a vida querendo sempre mais, na ilusão de um dia ser completo.

A criança, cada vez que saciado da sua fome, irá abrir brechas para mais faltas. Cada vez se fará necessário mais conteúdo para satisfazer a eterna fome do homem. Assim será com o leite materno, com o brincar, com o comprar e com tudo que puder ser considerado "mais" para si.

A fome humana, que pode ser de alimento, de conhecimento ou de prazer, denuncia a falta e esse elemento, que viria a completar o sujeito, precisa ser buscado e encontrado. Esta procura constante por algo inatingível irá orientar os caminhos da vida humana, dando contornos à trama que começa com uma tragédia inicial, a perda da condição de "completo".

Acompanhou até aqui e gostou? Acompanhe a continuação do texto em breve no Feed.

Continua.

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ᴘsɪᴄóʟᴏɢᴏ
ᴄʀᴘ 07/32712

10/10/2020

ᴍᴏʀᴛᴇ ᴇ ʟᴜᴛᴏ: ᴏ ɴᴀᴛᴜʀᴀʟ ɪɴᴀᴜᴅɪᴠᴇʟ.

Perder requer elaborações. O sujeito é constituído por faltas, estas faltas que fazem a vida se movimentar em busca de uma ilusória completude. No entanto, perder algo que acreditava-se ter, gera a dor da perda.

Digo "acreditava-se ter", pois tudo é ilusório. Não se tem algo que corre-se o risco de perder. E o que temos, na condição de humanos, que não possamos perder? A própria vida é fugaz e escorregadia, um dia se está vivo e, no outro, uma pancada que traz consigo o trauma da perda.

Ao perder, não falo de uma derrota num jogo, falo de uma perda arrancada/arrebatada. Um pedaço que constituia um todo que deixa de estar lá. Mesmo sendo simbólico, arrancar estas vísceras, na perda, faz sangrar. Dói e precisa de atenção.

E o que acontece ao não olhar para a ferida que sangra, a este pedaço que falta e dói? A falta precisa ser escutada, tratada e acompanhada, para que ela não venha a adoecer o corpo todo.

A morte não é um simples partir de um outro. A morte é um elaborar do que restou de nós com a partida daquele que tinha tanto de nosso.

Se esta publicação te incomodou ou te atraiu até aqui, acompanhe todas as sextas feiras a temática da morte, luto e perda.

𝓒𝓵𝓮𝓿𝓮𝓻 𝓡. 𝓭𝓮 𝓜. 𝓐𝓶𝓪𝓻𝓲𝓵𝓵𝓪
Psicólogo
CRP 07/32712

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