Choho The Thinker

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27/03/2026

O GRITO DE UM POVO SILENCIADO (DEIXE-ME FALAR).

Pela tripla: Mahmudo Raimundo Saide & Santos de Almeida & Choho Sabino

Deixe-me falar.
Da fraca qualidade de educação,
Aliada aos moldes de formação
Que carregam
O expoente da corrupção.
Base de motivação
Daqueles que
Exercem a profissão.

Deixe-me falar.
Pois que é meu direito,
Preciso exercer o meu papel
Como cidadão.
Me calar seria
Acumular dor ao peito.
Em pleito,
Falam da libertinagem.
Não, isso é liberdade
De expressão.

Deixe-me falar.
Sobre o pátio
Com tanta riqueza.
Embelezam o palácio,
Enquanto a fome ataca.
M***am fé, religião,
Para fazer esquecer
Do que se passa na região
Norte do país...

Do sangue
Derramado nas estradas,
Bens e vidas perdidas,
Braços e pernas amputadas,
Por conta das guerras
E acidentes.
Coisas que
Acontecem sem precedentes.

Deixe-me falar.
Sobre a pérola do Índico,
Que nos enganam a democracia.
Só o peso cego
Da velha hierarquia.
Vejo de perto
A pura tirania,
Onde o grito livre
É pirataria.

Sobre as promessas
Que ecoam o vazio,
Caminhadas longas
Em princípio de elegia.
O povo clama
Na pura poesia.
É o clamor de dor,
O virar da página
Num resplandor...

Deixe-me falar.
Das estradas
Que nem são estradas,
Uma série de buracos.
Bebidas matando
A juventude...

Deixe-me falar.
Da voz que é calada,
Educação retirada,
A dignidade em apuro.
Cabo Delgado,
Chuva de granada,
País em apuro,
Caminhadas sem rumo.

Não me cale e não me fale
Desse opressor que nada vale.
Deixe-me falar
Sobre a vista que ignora,
A história apaga
E o tempo devora.

Deixe-me falar.
Da falta de medicamentos,
Fruto da incontinência
E relaxamento.
Deixe-me falar
Sobre aqueles que
Se alegram com o sofrimento.

Sobre a independência
Sem nexo,
Constroem pensões,
Matam a nossa infância
Com o s**o.
Deixe-me falar
Sobre a dor
Que carregamos,
Enquanto alguns patenteados
Nos fazem sofrer
Em Cabo Delgado.

Deixe-me falar.
Do sofrimento do povo,
E os governantes
Dizem ser do povo.
Só nos precisam
Em tempos de eleições,
Depois disso,
Fusão de outras direções.
Riqueza que é do povo
É dividida entre eles,
Torturando o povo
Em pequenas porções.

Deixe-me falar.
Sobre o semear
Do meu pensamento.
Mesmo que não dê frutos,
Faço guerra
Até que a morte fique de luto.
É da liberdade e justiça
Que sempre luto,
E nada para ninguém
Ou tudo para todos.

Deixe-me falar.
Da memória
Guardada em história,
Mentalidades presas,
A liberdade em apuro.
Enquanto o sol
Cria tribalismo,
A minha caneta
Sara feridas
De um futuro roubado.

Quem cala consente,
Por isso não vou me calar,
Mesmo que tentem me calar,
A minha caneta vai ecoar.

Eu vou seguir em frente,
Mesmo que a frente
Que não nos liberta
Possa retirar a minha caneta.
Mas a alma
Falará mesmo no silêncio.

Não sou ovelha
Para ter um senhor,
Não sou um escravo
Para ter um pastor.
Eu sou Choho um Livre pensador.

A caminhada
Que constrói o mérito
A minha caneta
Sempre será pesada.

O mundo vê
O que connosco se passa.
A caneta é a nossa Gravata.

25/03/2026

"FUTURO ROUBADO"

Pela Dupla: Mahmudo Raimundo Saide e Choho Sabino ( )

O sol nasce, mas não ilumina,
A sombra da desigualdade
Nos domina,
Chamar de governo
Aquele que nos assassina,
Destroem os sonhos
E semeiam minas.

Enquanto o sol
Brilha, tocando na ferida,
Prendem a minha mente
Nesta pátria querida,
Roubam o meu futuro,
Batem-me de frente,
Sem educação,
Presas de mente,
Governo do dia
M***a as minas,
Ferindo a pátria.

Aquelas que explodiram
Na nossa cara,
Matando quem deve e quem cala,
O medo impede a mudança,
Mata o sonho e a esperança.

Preferem o Ocidente
Do que a própria raça,
Usam a farsa
De desenvolvimento da pátria,
Retiram o sonho,
Criança nas matas,
O futuro tem dono,
Filho dos astronautas,
Eu sou sem excelência.

Roubado na infância,
Que deveria ser brincadeira,
Eles aumentam a violência,
E te deixam com suor e canseira.

Vivo sem dignidade,
Proibido de reivindicar
A igual densidade,
Somos iguais na lei,
Mas eu, filho do pobre,
Sei lá o que errei,
Prendem a minha mente,
Fecham o caminho de frente.

Vemos a criança
Com o livro na mão,
Mas o bar ao fundo
Chama a atenção,
Biblioteca fechada,
O saber esquecido,
E o álcool e o vício,
O caminho escolhido.

É a nossa terra
Que domina a guerra,
Álcool em fera,
Dizem que é ciência,
Perdido na infância,
O futuro das estrelas,
Enquanto o relógio
Cronometra o tempo,
Almas negras
Sofriam sem regras,
Faça chuva e faça sol,
O meu futuro foi estagnado.

Não podemos nos calar,
Não podemos aceitar,
O futuro roubado
Temos que resgatar,
As mentes rabiscadas.

Enquanto o verbo
Continuar a existir,
Já mais deixemos ir
A nossa dignidade,
A nossa porta,
A nossa prosperidade.

Não sou ovelha
Para ter um senhor,
Não sou um escravo
Para ter um senhor.
Eu sou Choho um Livre pensador.

O mundo vê
O que connosco se passa,
A caneta é a nossa gravata.

18/03/2026

A PRIMEIRA VEZ.

Juro que não consigo mentir, aprecio o teu sorriso...
A primeira vez que vi o teu rosto, soube que serias minha...
No início, quando me toquei, percebi que nasci para ser teu...
E agora escrevo este poema para te dizer que o meu coração encontrou palavras...

A noite mais escura do ano...
Poderias ser a minha luz, preciso de ti aqui...
Sou humano, posso cometer erros...
Onde quer que possas drenar, serei o teu lago...

Vieste como a estrela que brilha...
Ao lado do lago, debaixo das árvores...
Com o teu braço no meu corpo, desejei esticar-te até cruzar a linha...
Estamos prestes a viajar para a praia, só para sentir o vento e a brisa...
Quando te vi na minha sala de aula, sem saber o que procuravas...

Não sabia que era o homem que procuravas...
Já te tinha visto na minha sala de aula...
Mas nem sequer pensei que serias a minha namorada...
Um mês depois, éramos eu e tu no meu quarto...

Lembro-me de uma rapariga normal que estava na minha sala de aula...
Já passaram 3 anos desde que sinto a tua falta, minha rapariga...
Mas esse sentimento está a salvar a minha vida...

Na vida, todos sabemos que há muita dor...
Mas deves saber, o teu amor é o meu alívio...
A primeira vez que me disseste que me amavas, não acreditei...
Ei, rapariga, preciso de ti perto de mim só para saber que vivo...

Quando te disse que não podia ser teu amigo...
Foi porque eras apenas minha colega de turma...
Mas agora quero-te como minha namorada...
Nem sequer sabia que seria a primeira vez a amar uma colega de turma...
Quando o meu telefone toca, penso em ti, acredita...

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