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15/01/2024

GENERAL MTUMUKE EXIGE PEDIDO DE DESCULPAS*

Por Armando Nenane**

Ligou-nos há alguns dias o advogado do general na reserva Atanásio Salvador Mtumuke, ex-ministro da defesa nacional, para nos informar que o seu constituinte nos convida para um café tendo em vista a fumarmos um ca****bo da paz.

De acordo com Salvador Nkamate, o seu constituinte pretende que o autor destas linhas apresente públicamente um pedido de desculpas ao general na reserva e que esse mesmo pedido de desculpas seja divulgado em todos os orgaos de informação que publicaram matérias sobre o talão de depósito que ostenta o seu nome como estando associado a conta onde desapareceram famosos 8.6 milhões de meticais que eram destinados aos militares e polícias que protegem multinacionais em Cabo Delgado. Por outro lado, Salvador Nkamate tem mais pedido do general: que o autor destas linhas páre de escrever matérias a seu respeito.

Tratando-se de matéria de interesse público que tem sido seguida pelos jornalistas de diferentes órgãos de informação nacionais e estrangeiros, assim como por vários internautas nas redes sociais e outras plataformas digitais, tomamos a liberdade de tornarmos públicas as nossas posições face as novas abordagens do general na reserva nas suas inquietações.

Em reacção ao que pretende o general através do seu advogado, respondemos que não estaremos disponíveis para um café com vista a fumarmos um ca****bo da paz uma vez que nunca estivemos em guerra, apenas nos limitamos ao exercício da actividade jornalística. Por outro lado, uma vez que o ex-ministro da defesa avançou com um processo judicial contra o autor destas linhas por alegados crimes de difamação, calúnia e falsificação de documentos, tendo já sido constituído em arguido e ouvido pela procuradoria nessa condição, nada obsta que o processo siga os seus termos legais, até porque neste assunto nunca esteve em causa o general em si como pessoa, mas sim a transparência na gestão da coisa pública. No nosso entender, a apresentação de um pedido de desculpas publicamente ao general Mtumuke seria o mesmo que admitir publicamente que cometemos crimes de difamação, calúnia e falsificação de documentos contra o general, o que não corresponde a verdade.

Se de facto um processo judicial é o local próprio para a busca da verdade material, entendemos que deverá ser lá onde os factos deverão ser esclarecidos.

*Cronica publicada nesta rede social no dia 29 de Julho de 2021
**Cronista/CroJud/ImprensaParalegal

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