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21/04/2021

Doppaz Começou a fazer confusão No Reality Show F**a em Casa!

21/04/2021

PRESIDENTE DO CHADE IDRISS DEBY ITNO MORRE EM COMBATE CONTRA INSURGENTES
Um alto comandante militar informou que o Presidente chadiano, Idriss Deby Itno, foi morto após mais de três décadas no poder.
"O presidente da república, chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas, Idriss Déby, acabou de dar seu último suspiro, defendendo a integridade territorial no campo de batalha. É com grande tristeza que informamos o povo do Chade da morte na terça-feira, 20 de abril de 2021, do marechal do Chade", declarou um oficial do Exército.
O anúncio na televisão e na rádio veio poucas horas depois que as autoridades eleitorais o declararam o vencedor da votação de 11 de Abril, abrindo caminho para que ele permanecesse no poder por mais seis anos.
Mais detalhes desta notícia, acompanhe na edição de hoje do Fala Moçambique.

Fonte: TV Miramar

21/12/2015

Presidente moçambicano vai ter de escolher entre crise económica e crise militar, avisa politólogo

O analista moçambicano José Jaime Macuane considera que o Presidente de Moçambique vai ser confrontado em 2016 com uma escolha entre a crise económica e a crise militar, defendendo que dificilmente conseguirá gerir as duas ao mesmo tempo.
O docente de Ciência Política e investigador da Universidade Eduardo Mondlane espera, em entrevista à Lusa, que 2016 seja "um ano com um alto nível de incerteza", atendendo ao choque externo que a sua economia enfrenta e à ameaça do líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Afonso Dhlakama, de tomar o poder nas seis províncias no centro e norte do país onde reivindica vitória eleitoral, após o que alega ter sido uma fraude nas eleições gerais de 2014.
"Como decisão estratégica, o chefe de Estado precisa ver qual a crise que consegue gerir a curto-prazo", assinala Macuane, lembrando que Moçambique tem pouco controlo sobre o actual choque externo, que, associado a problemas estruturais da sua economia, não faz prever resultados positivos tão cedo.
Nesse sentido, "a estratégia mais óbvia seria concentrar-se na questão militar", observa o académico, até porque se tornaria mais fácil gerir depois a crise económica, traduzida por forte desvalorização do metical face ao dólar, com impacto nos preços das importações, disponibilidade de divisas e inflação.

Perante o "ajuste de contas" que Dhlakama parece insinuar para 2016, Macuane não se arrisca a prever o comportamento da Renamo e sobretudo do seu líder, que já fez outras ameaças no passado, mas reconhece que "a possibilidade de um confronto militar é mais alta", mesmo depois de o chefe de Estado, Filipe Nyusi, ter parado o desamamento compulsivo da oposição.
Apesar disso, "esgotou-se a possibilidade de um acordo ou mudança institucional que possa albergar o que a Renamo exige", afirmou Macuane, recordando que "ninguém podia, por exemplo, prever que ia haver uma acção militar contra o seu líder e desarmá-lo da forma como foi feito na Beira".
Desde o início do seu mandato, em Janeiro de 2015, Nyusi promete envidar todos os esforços para resolver o impasse político, num discurso mais inclusivo por comparação com o seu antecessor.

"Mas pelos vistos isso não aconteceu", refere o académico, questionando a capacidade de liderança do chefe de Estado.
Os incidentes envolvendo a comitiva de Dhlakama em Setembro em Manica e a operação de desarmamento, a 9 de Outubro na Beira, da guarda do líder da oposição (que não é visto em público desde então) faz supor, segundo Macuane, "um poder paralelo" e a ideia de que o Presidente "não está a controlar" as forças de defesa e segurança.
"O ponto crítico está na liderança e como [Nyusi] conduz os processos políticos e as forças [de defesa e segurança] se alinham com a perspectiva do chefe do Estado, refere o comentador político, sustentando que, neste momento, "parece haver um certo desalinhamento".
José Jaime Macuane sugere ainda que não se olhe para a crise entre Governo e Renamo como uma questão homogénea, argumentando que outro ponto crítico está, novamente, na capacidade de liderança de Nyusi no seu partido, onde também parece faltar consenso em relação à abordagem a ter com a oposição.

"O grande desafio é que o chefe de Estado consiga da sua base de apoio concessões daqueles que podem ter uma visão divergente em relação à paz e só aí estará em condições de ver a latitude que tem para negociar com a Renamo", defendeu.
Nyusi chegou à presidência da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) em Março mas herdou os principais órgãos do partido maioritário da direcção anterior, chefiada pelo ex-Presidente Armando Guebuza.
"Tudo leva a crer que ainda existem forças dentro da Frelimo que constituem um contrapeso muito importante para ele [Nyusi]", assinala o académico, além de a própria base regional de apoio do actual Presidente, assente na província de Cabo Delgado e suas figuras histórias da luta de libertação, também terem, elas próprias, possivelmente outra perspectiva na gestão de assuntos como a paz.
Lusa – 20.12.2015

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