Alberto Zuze
05/12/2025
Uma homenagem poderosa ao legado de Nelson Mandela
Hoje, 5 de dezembro, data em que Nelson Mandela nos deixou, tive a honra de vivenciar uma homenagem extremamente especial ao seu legado.
Junto a um grupo de colegas de outros continente, estive diante da maior estátua de Mandela do mundo, um colosso de 9 metros erguido nos Union Buildings, em Pretória. Ali, neste que é um dos maiores símbolos de reconciliação da África do Sul, a força da sua mensagem de união é palpável.
A visita, guiada por Kevin Govender da União Astronômica Internacional, destacou o profundo valor simbólico desta obra: Inauguração: 16 de dezembro de 2013, Dia da Reconciliação, marcando o fim do luto nacional após o funeral de Mandela.
Posicionamento: Em frente ao local onde tomou posse em 1994, substituindo a estátua de um general associado às políticas pré-apartheid.
A Postura: De braços abertos, em claro contraste com o icónico punho erguido, simbolizando acolhimento, diálogo e união.
Kevin Govender sublinhou a relevância contínua do local: "Quem viveu o apartheid sabe o quanto foi duro. Mas foram os 'Born Frees' que nos lembraram que ainda há muito por fazer." A estátua é um lembrete físico e constante do papel inspirador de Mandela na construção de pontes num país ainda desafiado pelas desigualdades.
Estar ali foi mais do que uma visita; foi um momento de profunda reflexão. Ao longo dos anos, a estátua tornou-se um espaço onde sul-africanos depositam flores e celebram o Dia da Reconciliação. É um testemunho de que a democracia foi conquistada, mas ainda está em construção.
Diante daquele gigante de bronze, senti novamente a força do legado de Mandela, um legado de perdão, diálogo e justiça que nos desafia a todos:
O que já alcançamos, e o quanto ainda falta para o ideal de igualdade que ele abraçou por toda a vida?
01/12/2025
Arranca hoje, em Pretória, África do Sul, a World Conference of Science Journalists (WCSJ 2025), o maior encontro global dedicado ao jornalismo científico. Pela primeira vez realizada em África, a conferência reúne jornalistas, investigadores, académicos e editores de vários países.
África do Sul acolhe Fórum Mundial de Jornalismo Científico - Jornal Notícias Arranca hoje, em Pretória, África do Sul, a World Conference of Science Journalists (WCSJ 2025), o maior encontro global dedicado ao jornalismo científico. Pela primeira vez realizada em África, a conferência reúne jornalistas, investigadores, académicos e editores de vários países.
19/11/2025
PÓS-FACTUAL, PÓS-DIGITAL: PREPARADO PARA O FUTURO DO JORNALISMO CIENTÍFICO
Com grande entusiasmo e satisfação, relembro minha participação no Workshop de Formação em Jornalismo Científico da SADC / Science Forum South Africa, realizado em Pretória, África do Sul, em dezembro do ano passado.
Foi uma experiência incrivelmente rica que superou as expectativas, tanto a nível profissional quanto pessoal.
Coloco como destaques da experiência:
• Imersão em Temas de Ponta: Aprofundei meus conhecimentos sobre as novas tendências e os desafios cruciais do jornalismo científico, com foco especial em fenómenos actuais como as Mudanças Climáticas e o impacto transformador da Inteligência Artificial (IA) na nossa profissão e na sociedade.
• Networking Global e Africano: Tive a oportunidade de interagir e trocar experiências valiosas com colegas jornalistas de diversos países de África e do mundo.
• Crie rede de contactos que é fundamental para fortalecer a cobertura científica na nossa região e além.
A formação proporcionou aprendizagens essenciais para aprimorar as técnicas de comunicação de temas complexos de forma clara e rigorosa. A conclusão foi marcada pela honra de receber um Certificado de Participação oficial.
• Uma Viagem de Aprendizagem: A deslocação a Pretória não foi apenas para o workshop, mas também serviu para conhecer a África do Sul e a sua dinâmica, enriquecendo minha perspectiva sobre a ciência e a inovação no continente.
O jornalismo científico é mais do que nunca uma função de utilidade pública, actuando como um "super verificador de factos" para combater a desinformação (fake news) e o charlatanismo. É fundamental que, como jornalistas, estejamos equipados para capacitar o público a tomar decisões informadas.
Fico feliz em ver que a próxima edição deste evento crucial o SADC Science Journalism Training Workshop — já está marcada para 1 de Dezembro deste ano (que já é o próximo mês!).
Obrigado à SADC e a todos os parceiros (UNESCO-ROSA, NRF-SAASTA, SU, SASJA, ASSAf, HSRC, entre outros) pela iniciativa contínua em fortalecer a nossa comunidade.
25/09/2025
É Tempo de Ouvir:
Um Apelo à Consciência em Tempos de Chuva
Com a aproximação da época chuvosa, o risco de inundações volta a assombrar várias regiões vulneráveis do país. É nesta altura que as autoridades, com base em dados meteorológicos e conhecimento técnico, emitem alertas e apelam às populações que residem em zonas de risco para que abandonem temporariamente os seus lares. Infelizmente, em muitos casos, esses apelos são ignorados, com consequências trágicas. Este artigo é um apelo direto à consciência de todos: é urgente levar a sério os avisos e seguir as orientações das autoridades.
Ninguém gosta de deixar a sua casa. O lar é o lugar onde guardamos os nossos pertences, as nossas memórias, a nossa história. A relutância em abandonar esse espaço é compreensível. No entanto, quando a vida está em risco, é preciso priorizar o essencial. Nenhum bem material vale mais do que uma vida humana. As inundações são fenómenos naturais imprevisíveis, que muitas vezes ganham força e causam destruição em minutos. A permanência em zonas de risco não é apenas uma decisão pessoal é um risco coletivo que pode mobilizar recursos de resgate, pôr em perigo outras vidas e sobrecarregar um sistema já limitado.
As autoridades não emitem alertas por capricho. Por trás de cada pedido de evacuação há técnicos, engenheiros, meteorologistas e profissionais da protecção civil que analisam dados e cenários com seriedade. Ignorar esses alertas é desvalorizar o trabalho de quem dedica a vida à segurança pública.
Além disso, é importante que a sociedade como um todo adopte uma cultura de prevenção. Em vez de reagir após a tragédia, devemos agir antes que ela aconteça. A preparação comunitária, o cumprimento das orientações e a solidariedade entre vizinhos podem salvar vidas. Cada gesto de responsabilidade individual contribui para a proteção coletiva.
Portanto, com a aproximação das chuvas, deixamos aqui um apelo firme: ouça as autoridades, proteja a sua vida e a da sua família. Sair a tempo pode parecer um sacrifício, mas é, na verdade, um ato de coragem e sabedoria. A natureza é imprevisível, mas a nossa resposta não precisa ser. Que este ano seja diferente. Que sejamos mais prudentes, mais atentos, mais unidos.
Porque vidas não se recuperam — previnem-se.
Alberto Zuze
Clique aqui para solicitar o seu anúncio patrocinado.
Categoria
Entre em contato com a figura pública
Telefone
Endereço
Mocambique
Maputo