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11/04/2024

*A utilização de uma moeda única em África poderia oferecer diversas vantagens:*

*Conteúdo que não vais encontrar nos manuais escolares.*

*1. Facilitação do comércio:* Uma moeda comum pode simplificar o comércio em África, eliminando as incertezas cambiais e reduzindo os custos de transacção.

*2. Integração Económica Reforçada:* Pode promover a integração económica entre os países africanos, semelhante à zona euro, conduzindo a uma economia regional mais coesa e eficiente.

*3. Aumento do investimento estrangeiro:* Uma moeda africana estável e amplamente utilizada poderia atrair mais investimento estrangeiro, uma vez que os investidores poderão achar mais fácil avaliar e investir na região.

*4. Estabilidade de preços:* Uma moeda comum pode ajudar a estabilizar os preços e reduzir a inflação, reforçando a disciplina monetária e promovendo a estabilidade económica.

*5. Aumento do turismo:* Uma moeda única poderia tornar as viagens em África mais convenientes e económicas, potencialmente impulsionando o turismo no continente.

*6. Melhor coordenação da política monetária:* Poderia facilitar uma melhor coordenação das políticas monetárias entre os países africanos, conduzindo a uma gestão mais eficaz dos ciclos económicos e das crises.

*7. Mercados Financeiros Reforçados:* Uma moeda comum poderia levar ao desenvolvimento de mercados financeiros mais sofisticados em África, promovendo maior crescimento económico e estabilidade

Crédito: África é centro de negócios em casa

África precisa de uma moeda única ✍

10/04/2024

FILIPE NYUSI VAI HOJE À ILHA DE MOÇAMBIQUE ONDE NAUFRÁGIO MATOU 98 PESSOAS

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse hoje que na quarta-feira vai à Ilha de Moçambique, província de Nampula, norte do país, onde, no domingo, um barco naufragou e provocou a morte de 98 pessoas.

"Vamos, sim, à ilha", afirmou Nyusi, em declarações aos jornalistas no Aeroporto Internacional de Nampula, onde se encontra para se juntar às celebrações muçulmanas do Ramadão.

Na sequência da tragédia, o Conselho de Ministros de Moçambique decidiu decretar luto nacional de três dias, a partir das 00:00 do dia 10 de abril de 2024 até às 24 horas do dia 12 de abril de 2024.

O Conselho de Ministros decidiu ainda criar uma comissão de inquérito para aprofundar as circunstâncias, causas e responsabilidades em relação ao acidente e submeter recomendações ao Governo, disse o porta-voz do Governo, Filimão Suaze, em conferência de imprensa no final da sessão semanal do executivo.

Em relação à desinformação sobre a cólera que levou a uma fuga das pessoas vítimas do naufrágio, o porta-voz do Governo defendeu a "intensificação" das campanhas de educação e sensibilização das comunidades sobre as causas e tratamento da doença.

As Nações Unidas anunciaram ontem que enviaram uma equipa para apoiar as autoridades moçambicanas e prestar ajuda aos sobreviventes.

O acidente matou 98 pessoas, incluindo 55 crianças, 34 mulheres e nove homens, havendo registo de 16 sobreviventes entre os cerca de 130 que seguiam a bordo.

De acordo com as autoridades marítimas moçambicanas, a embarcação de pesca não estava autorizada a transportar passageiros nem tinha condições para o efeito e as pessoas que transportava fugiam a um surto de cólera no continente, com destino à Ilha de Moçambique, tendo o naufrágio acontecido a cerca de 100 metros da costa.

O dono e um responsável pela embarcação estão detidos, disse ontem à Lusa a porta-voz da polícia em Nampula, Rosa Chaúque.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, que viveu muitos anos na província de Nampula, enviou uma delegação governamental, liderada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, para prestar "ajuda aos sobreviventes, e seu encaminhamento, assim como para a investigação, a fim de se aferir as razões que deram origem a esta tragédia", anunciou na sua página do Facebook.

O ministro dos Transportes e Comunicações moçambicano anunciou na segunda-feira, num encontro multissetorial em Nampula para analisar este incidente, que as autoridades estão a fazer uma "reflexão" sobre este naufrágio, para "que isto nunca volte a acontecer".

O presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, oposição), Ossufo Momade, que é natural da província de Nampula, também se mostrou "profundamente consternado" com o naufrágio e pediu luto nacional.

"Exigimos que o Governo decrete luto nacional e que este momento seja reconhecido pelas autoridades como mais um sinal de negligência e falta de segurança públicas", escreveu Ossufo Momade, na sua conta oficial na rede social Facebook. (LUSA)

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