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21/04/2026
MOÇAMBIQUE E CHINA ABREM NOVO CAPÍTULO NA COOPERAÇÃO DESPORTIVA
O Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, reuniu-se em Beijing com o Ministro do Desporto da República Popular da China, Gao Zhidan, num encontro que marca o início de um novo capítulo na cooperação desportiva entre os dois países. A reunião teve lugar no âmbito da visita de Estado liderada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, cuja visão estratégica coloca a juventude e o desporto no centro da agenda de desenvolvimento nacional.
Durante as conversações, as duas delegações analisaram áreas prioritárias de colaboração e lançaram as bases para aquele que será o primeiro acordo bilateral no sector do desporto entre Maputo e Beijing. Entre os principais eixos destacam-se a formação de atletas de alto rendimento em centros chineses, a capacitação de treinadores, médicos desportivos e fisioterapeutas, o desenvolvimento do desporto escolar e comunitário, o reforço do combate ao doping e o apoio à construção de infra-estruturas desportivas modernas.
As partes acordaram ainda na criação de um Grupo Técnico Misto e na elaboração de um Plano de Acção Bienal 2026–2028, instrumentos que deverão garantir a implementação efectiva das iniciativas acordadas. O encontro é visto como um marco nas relações sino-moçambicanas no domínio desportivo, abrindo novas oportunidades para o crescimento do sector e para a valorização da juventude moçambicana, inspirando-se na experiência e no modelo de sucesso da China no panorama desportivo internacional.
21/04/2026
“O Rap como Arte e Filosofia”, de Daúde Amade, lançado em Maputo
Foi lançado recentemente, no Instituto Guimarães Rosa (IGR), em Maputo, o livro “O Rap como Arte e Filosofia: Cartografias Estéticas no Contexto Moçambicano”, do professor e escritor Daúde Amade. A obra foi apresentada pelo editor Emílio Cossa e comentada pela artista Iveth.
Com 172 páginas, o livro está dividido em três partes: “As Origens do Hip-Hop em Moçambique”, “A Fundamentação Estética do Rap” e “Cartografias Estéticas do Rap Moçambicano”. Nesta última, Amade apresenta sete estudos sobre o rap moçambicano e os seus protagonistas, analisando obras como “Love of my life” (Sick-Brain), “Fizeste-me assim” (Drifa) e “Mulher Heroína” (Iveth). Amade estuda, ainda, as figuras de Duas Caras e Azagaia, além do subgénero horrorcore.
Segundo o autor, o livro combate a ideia de que a estética serve apenas para discutir as “belas-artes”. O objectivo é demonstrar que o conceito deve ser flexível o suficiente para incluir expressões que não seguem o modelo clássico ou ocidental. Daúde Amade afirma: “É uma cartografia em plano aberto, inacabada, assumidamente débil, de uma estética do rap — a disrupção às ordens do dia obedece a uma lógica símile à da arte e à da filosofia no rap, pois lhes é correspondente — mas também a do rap como pedagogia cultural crítica”.
O professor Júlio Chinguai, por sua vez, afirma que “a leitura proposta por Daúde reafirma, de forma sólida e rigorosa, que o rap não se limita a uma expressão artística periférica ou meramente musical, mas constitui-se como um espaço legítimo de produção filosófica e estética”.
Durante o lançamento, além de Iveth, os rappers Drifa, Fibra Óptica e Leccynista abrilhantarão o evento. “O Rap como Arte e Filosofia” sai pela colecção “Nossa Gente, Nossas Línguas”, da Gala-Gala Edições. O evento é de entrada livre.
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Maputo