Instituto Superior DOM BOSCO

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27/02/2020

Armando Mazuze e Paulo Coelho

Candidatos ao Planalto oferecem aos empresários do setor manutenção de políticas que vêm agravando desigualdades e causando conflitos
Quatro dentre os principais candidatos à Presidência da República buscaram, nesta quarta-feira (29), a bênção dos empresários do agronegócio brasileiro. Em uma sabatina com representantes do setor, Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e Marina Silva (Rede), por ordem de aparição, receberam dez propostas com demandas ligadas à macroeconomia, à logística e à defesa deste modelo de produção rural, presentes no documento “O Futuro é Agro – 2018 a 2030” (com uma versão resumida).
Os presidenciáveis foram quase todos unânimes em acatar as sugestões do setor, no evento que foi realizado em Brasília pela principal entidade do agronegócio, a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Eles mostraram um discurso alinhado aos interesses da área e reconheceram, sem grandes ressalvas, a sua importância.
Alckmin disse que se trata do “grande polo dinâmico da economia brasileira”. Já Meirelles afirmou: “O agronegócio tem representado o que tem de excelência.” Dias, por sua vez, falou que sua “prioridade é o campo”. E Marina, finalmente, declarou que “é um setor estratégico” para o país.
Pudera, a produção rural corresponde a 23% do Produto Interno Bruto (PIB). Não ouvir o setor pode tornar o ato de governar tão delicado quanto o de pisar em ovos. Os empresários do agronegócio detêm não só poder econômico, como vigorosa influência política, reunindo na Frente Parlamentar da Agropecuária 27 dos 81 senadores e 234 dos 513 deputados federais do atual quadro do Congresso Nacional.

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