Euclides Silva
29/10/2025
Volta e meia surge uma página anónima, criada em 2021 como sendo de apoio a Neves Presidente, que mais tarde passou a denominar-se “Onda Amarela”, dedicada a partilhar disparates sobre mim. Basta uma breve pesquisa na página para recolher elementos probatórios suficientes que permitam identificar os autores materiais e morais das publicações.
Duas das falsidades mais vezes partilhadas sobre mim são dois vídeos de um cadáver político a afirmar que moro num apartamento do programa “Casa para Todos” — uma mentira já desmentida até por um conhecido ativo tambarina.
Outra patranha proferida pelo dito cujo é que, em 2011, há 14 anos, teria trocado com ele mensagens simpáticas. Ora, isso é uma mentira que até um bebé desmontaria. Mesmo que alguém, usando a minha fotografia, lhe tivesse enviado mensagens, que provas tem ele de que era eu, naquela noite, do outro lado a falar com ele? Fez videochamadas para confirmar? Fez verificação de identidade ? Se foi por e-mail, que prova tem para sustentar que fui eu? Enfim, uns jovens de um certo país disseram à imprensa portuguesa que era fácil fazer-se passar por mulheres nas redes sociais e sacar uns trocos a velhotes. Esses vídeos só provam que há muito a ensinar a esse senhor numa Universidade Sénior.
A “Onda Amarela” pode continuar a sua onda, mas jamais terá o gosto de publicar qualquer matéria sobre processos judiciais que correm os seus trâmites contra mim por roubo de energia ou por uso abusivo e indevido de qualquer bem público sob a minha tutela — nem de me ver em casamentos de amigos a bordo de aviões do Estado.
01/10/2025
Quando é que esta malta deixa de confundir likes, alcance e visualizações com mobilização efetiva?
O pseudo-provedor, além de ignorante e mal-educado, não tem qualquer pudor em insultar quem discorda das suas afirmações — muitas vezes pouco rigorosas. Achou que podia ser influencer só por ter uma página com cinco mil “amigos”?
Talvez esteja na altura de aprender a respeitar quem, de facto, sabe mobilizar — e tem provas dadas. Já agora, aproveite o tempo livre e volte a estudar o Código da Estrada. Pode ser que aprenda também a conduzir o discurso com mais responsabilidade.
Página “Provedor da Praia” encerrada por falta de participação cívica A página do Facebook intitulada “Provedor da Praia”, canal que ganhou popularidade, desde 2016, por ajudar a resolver problemas dos residentes na capital de Cabo Verde, vai encerrar por falta de mobilização cívica, justificou hoje o coordenador.
29/09/2025
A HIPOCRISIA DO ESQUERDISMO MILITANTE: GAZA SIM, ÁFRICA NÃO
Recentemente, veio a público a notícia de que um navio com destino a Israel não obteve autorização da ENAPOR para proceder ao reabastecimento no Porto Grande, alegadamente devido à pressão de activistas "pró-Hamas". A ser verdade, trata-se de uma situação gravíssima.
A ENAPOR, enquanto entidade gestora dos portos nacionais, não pode aceitar ou rejeitar clientes com base em critérios ideológicos ou em cedências a pressões de grupos radicais da extrema-esquerda internacional. Tal prática comprometeria a neutralidade institucional e a credibilidade do Estado de Cabo Verde no cumprimento das normas internacionais de navegação e comércio.
“Neste momento, Gaza transformou-se na maior causa do esquerdismo-islamismo. Os grandes aliados do Hamas são o Irão, o Qatar e as extremas esquerdas europeias. Não são os outros países árabes. Tirando o Qatar, nenhum outro estado árabe apoia o Hamas. Por que razão o governo do Egipto não abre a sua fronteira com a Faixa de Gaza, apesar da tragédia humanitária no território? Por uma razão muito simples: não quer elementos do Hamas no seu país.” (João Marques de Almeida, no Observador.)
Ora, gostaria de ver estes pseudo-activistas, com boas ligações e tentáculos na imprensa nacional, a pronunciar-se sobre o Congo, o Sudão, a Etiópia, o Mali, o Burkina Faso, a Somália, o Níger ou Moçambique, países africanos onde milhões de pessoas estão a perder a vida ou a passar fome devido a conflitos armados prolongados e devastadores.
Actualmente, o mundo enfrenta mais de 110 conflitos armados activos, segundo dados de organizações internacionais como o Uppsala Conflict Data Program (UCDP) e o International Crisis Group. No entanto, o foco obsessivo de certos sectores activistas recai quase exclusivamente sobre a Faixa de Gaza. E fá-lo por uma razão muito simples: para essa corrente ideológica, o que conta é o activismo político contra os valores culturais, identitários, religiosos e civilizacionais do Ocidente, bem como a democracia liberal e a sociedade capitalista que Israel representa.
Por isso ignoram deliberadamente a matança no Sudão, os massacres na República Democrática do Congo, os deslocamentos forçados na Etiópia, os ataques jihadistas no Sahel e no norte de Moçambique, como se essas vidas africanas valessem menos ou fossem politicamente inconvenientes para a sua narrativa.
27/09/2025
A Criatividade Escondida do Povo Cabo-Verdiano
Na Convenção por Cabo Verde (CpCV), já somos 2 Chairmans, 7 membros da Comissão Executiva, 48 Oradores/Voluntários, 6 Coordenadores de Núcleos nas principais Cidades de Cabo-Verdianos no Mundo: Praia, Assomada, Mindelo, Espargos, Lisboa e Boston !!!
O Povo cabo-verdiano é, por natureza, criativo. Essa criatividade não nasce do luxo, mas da escassez. É filha da necessidade, irmã da esperança e companheira da resiliência. Quando olhamos para a música, sentimos como, em ilhas pequenas e com recursos limitados, o som da morna e da coladeira conquistou o mundo. Quando olhamos para as artes plásticas e a literatura, vemos a capacidade de transformar o quotidiano em poesia e de fazer da palavra um abrigo contra a aridez. No desporto, mesmo com infraestruturas modestas, já provamos que podemos competir, brilhar e inspirar.
Essa criatividade, tantas vezes escondida, não se limita às expressões culturais. Ela é também política porque política é, no fundo, a arte de resolver problemas coletivos. Assim como o músico inventa melodias novas com cordas gastas, também o político cabo-verdiano tem o dever de criar soluções inovadoras com recursos escassos. Assim como o atleta se supera contra todas as probabilidades, também a nossa sociedade pode se reinventar diante dos desafios do presente.
É tempo de libertar essa criatividade escondida e trazê-la para o centro da vida pública. Se a música nos deu uma voz no mundo, se a literatura nos deu identidade, se o desporto nos deu orgulho, então a política pode, e deve, ser o espaço onde a mesma criatividade nos dará justiça social, crescimento inclusivo e futuro sustentável.
A verdadeira força de Cabo Verde não está apenas nas suas ilhas, mas na capacidade infinita do seu povo de inventar o impossível. Cabe-nos agora transformar essa energia em ação política, em soluções concretas, em caminhos que, como a nossa morna, unam emoção e sabedoria para guiar a Nação rumo ao amanhã.
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