Renascer - SV

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Esta página pretende ser um meio de informação eletrónica da paróquia de São Vicente, ilha de São Vicente, Diocese de Mindelo, Cabo Verde, de forma a congregar todos os fiéis e espalhar a mensagem de Cristo Jesus.

22/07/2022

TESTEMUNHO DE UM PÁROCO:
«DOU GRAÇAS A DEUS POR TER PARADO NA IGREJA DE CABO VERDE»

Para mim, ser sacerdote é a culminação de toda uma vida. Não sinto que ser sacerdote é um privilégio. Sempre vivi o meu “ser sacerdote” como serviço à Igreja. Senti que Deus me tinha chamado para servir e amar, e procurei viver isto desde o primeiro momento que entrei no seminário, depois como padre em Espanha, mais tarde na ilha da Boa Vista e agora aqui em São Vicente.
Nunca me sinto grande e nem superior a ninguém. Pelo contrário, quando estou no meio das pessoas me sinto uma delas, me identifico com elas. A diferença é que a Igreja colocou-me à frente do povo para servir. No entanto, gosto sempre de contar com os leigos, contar com as pessoas que temos. Que o padre nunca pense que é imprescindível! O padre é necessário, mas precisa de todos para que a Igreja possa progredir e chegar aos mais pobres.
A paróquia de São Vicente é uma paróquia muito pobre, é a periferia da cidade do Mindelo, tendo 58000 habitantes. Uma paróquia muito extensa. Eu conheço casa por casa, e as suas gentes, das zonas da cidade. Das zonas mais distantes, conheço São Pedro, Ribeira de Vinha, Lazareto, Lameirão… Apenas Calhau e Madeiral que ainda (na altura da entrevista) não conheço todas as casas e as suas gentes.
Quero muito agradecer à paróquia de São Vicente. Costumo dizer de forma amável que sou amigo do meu “povão”: minha gente simples, aquelas pessoas que rezam por nós, colaboram connosco, sempre disponíveis… Sinto-me muito feliz em servir essas pessoas, e não só, mas sobretudo elas. São pessoas que confiam, profundamente, na promessa salvífica de Jesus. Elas são os pobres do Evangelho. Essas pessoas dão(-se) generosamente. Fico muito surpreendido quando vejo para a paróquia de São Vicente, uma paróquia muito pobre, mas vejo a generosidade daqueles que não têm nada. São muito mais generosos. Despojam-se. Dão-me uma verdadeira lição de vida e eu dou graças a Deus por ter parado na Igreja de Cabo Verde. Aprendi a ser humano. Humanizaram-me.

Trechos de uma entrevista concedida à Rádio Vaticana no dia 27 de setembro de 2016.

10/07/2022

LITURGIA DOMINICAL – 10 DE JULHO
DOMINGO XV – TEMPO COMUM – ANO C

LEITURA I Deut 30, 10-14
Leitura do Livro do Deuteronómio
Moisés falou ao povo, dizendo: «Escutarás a voz do Senhor, teu Deus, cumprindo os seus preceitos e mandamentos que estão escritos no Livro da Lei, e converter-te-ás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma. Este mandamento que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. Não está no céu, para que precises de dizer: ‘Quem irá por nós subir ao céu, para no-lo buscar e fazer ouvir, a fim de o pormos em prática?’. Não está para além dos mares, para que precises de dizer: ‘Quem irá por nós transpor os mares, para no-lo buscar e fazer ouvir, a fim de o pormos em prática?’. Esta palavra está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas pôr em prática».
Palavra do Senhor

SALMO RESPONSORIAL Salmo 68 (69), 14.17.30-31.33-34.36ab.37 (R. cf. 33)
Procurai, pobres, o Senhor
e encontrareis a vida.

A Vós, Senhor, elevo a minha súplica,
pela vossa imensa bondade respondei-me.
Ouvi-me, Senhor, pela bondade da vossa graça,
voltai-Vos para mim pela vossa grande misericórdia.

Eu sou pobre e miserável:
defendei-me com a vossa protecção.
Louvarei com cânticos o nome de Deus
e em acção de graças O glorificarei.

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.
O Senhor ouve os pobres
e não despreza os cativos.

Deus protegerá Sião,
reconstruirá as cidades de Judá.
Os seus servos a receberão em herança,
e nela hão-de morar os que amam o seu nome.

LEITURA II Col 1, 15-20
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses
Cristo Jesus é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura; porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado. Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus.
Palavra do Senhor

ALELUIA cf. Jo 6,63c.68c
As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida:
Vós tendes palavras de vida eterna.

EVANGELHO Lc 10, 25-37
+ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, levantou-se um doutor da lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para receber como herança a vida eterna?». Jesus disse-lhe: «Que está escrito na Lei? Como lês tu?». Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». Disse-lhe Jesus:«Respondeste bem. Faz isso e viverás». Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: «E quem é o meu próximo?». Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio-morto. Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar, viu-o e passou também adiante. Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’. Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?». O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: Então vai e faz o mesmo».
Palavra da salvação.

06/07/2022

CARTA DE UM ASSASSINO DE UMA… SANTA
UM VERDADEIRO TESTEMUNHO DE ARREPENDIMENTO E DE CONVERSÃO

Maria Goretti tinha 11 anos quando Alessandro Serenelli, de 20, a tentou seduzir. Como se recusasse, dizendo que era pecado, a jovem foi apunhalada 14 vezes por Alessandro, ficando às portas da morte. Antes de morrer disse que perdoava ao seu assassino e que ia interceder por ele no Céu. Esta carta de Alessandro, escrita 60 anos depois, prova isso mesmo:

Tenho agora quase 80 anos. Estou perto do fim dos meus dias. Olhando para o meu passado, reconheço que na minha juventude eu segui um mau caminho, um caminho que levou à minha ruína. Através das revistas, dos espectáculos imorais e dos maus exemplos na imprensa, eu vi a maioria dos jovens da minha idade seguir o caminho do mal sem pensar duas vezes. Despreocupado, eu fiz a mesma coisa.
Havia fiéis e cristãos verdadeiramente praticantes à minha volta, mas eu não lhes dava importância. Eu estava cego por um impulso bruto que me empurrava para uma forma errada de vida.
Com a idade de 20 anos, eu cometi um crime passional, cuja memória ainda hoje me horroriza. Maria Goretti, hoje uma santa, foi o bom anjo que Deus colocou no meu caminho para me salvar. As palavras dela, tanto de repreensão como de perdão, ainda hoje estão impressas no meu coração. Ela rezou por mim, intercedeu pelo seu assassino. Quase 30 anos de prisão se seguiram.
Se eu não fosse menor de idade (tinha menos de 21 anos), pela lei italiana, eu teria sido condenado a prisão perpétua. No entanto, eu aceitei a pena como algo que eu merecia.
Resignado, eu expiei pelo meu pecado. A pequena Maria foi verdadeiramente a minha luz, a minha protecção. Com a ajuda dela, eu cumpri bem esses 27 anos na prisão. Quando a sociedade me aceitou de volta entre os seus membros, eu procurei viver de forma honesta. Com caridade angélica, os filhos de São Francisco, os frades capuchinhos menores, receberam-me entre eles, não como servo, mas como irmão. Tenho vivido com eles há 24 anos.
Agora olho serenamente para o dia em que serei admitido à visão de Deus, para abraçar os meus entes queridos mais uma vez, e para ficar próximo do meu anjo da guarda, Maria Goretti, e a sua querida mãe, Assunta.
Que todos os que vierem a ler esta carta desejem seguir o santo ensinamento de fazer o bem e evitar o mal. Que todos possam acreditar, com a fé dos pequeninos, que a religião e os seus preceitos, não são algo que se possa prescindir. Pelo contrário, é o verdadeiro conforto e a única via segura em todas as circunstâncias da vida, mesmo nas mais dolorosas.
Paz e bem.
Alessandro Serenelli - Macerata, Itália, 5 de Maio de 1961

05/07/2022

S. ANTÔNIO MARIA ZACARIAS, PRESBÍTERO, FUNDADOR DOS BARNABITAS

Com 36 anos, Antônio contribuiu para o avanço da Igreja no século XV: fundou os Clérigos de São Paulo, as Angélicas de São Paulo - primeiro exemplo de Irmãs fora da clausura - e os Casados de São Paolo, um grupo de leigos casados, que se dedicava ao Evangelho. Acusado de heresia, Roma o absolveu.

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