Cadeia Velha Digital

Cadeia Velha Digital

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Inaugurada em 1869, a antiga Cadeia hoje é a sede da Oficina Cultural Pagu, que através de cursos, atividades e eventos gratuitos promove e fortalece a cultura. Essa página é uma criação dos participantes das oficinas de comunicação: O Meio Digital é a Mensagem, workshop de designer gráfico e de criação de textos coordenados, respectivamente pela designer Mônica Mathias e a jornalista Ivani Cardos

Photos 05/12/2016

Márcio Barreto, músico, compositor e responsável pelo Percutindo Mundos, define a Cadeia Velha, ao contrário do nome, "como o espaço mítico e imaginário em gestação com a liberdade, o novo, o aprendizado, a troca, a resistência... É o lugar onde nos encontramos, nos achamos e nos perdemos, sempre em busca dos dias que virão. É casa de todos os sons, todas as artes".

Photos 05/12/2016

Márcio de Souza, ator da Cia Pernilongos Insolente Pintam de Humor a Tragédia, psicopedagogo e professor, lembra que as obras de restauro e revitalização da Cadeia Velha foram concluídas sem comprometer a identidade e características do prédio, que ao longo dos últimos anos, artistas da Região fizeram mobilizações para garantir o retorno do Equipamento a cidade, preservando sua vocação de um espaço onde as diversas linguagens artísticas conversassem entre si, como sempre foi. Com o retorno da Oficina Cultural Pagu, o trabalho de Formação Cultural também foi garantido. Quando foi Delegado Regional de Cultura, pela Secretaria de Estado da Cultura de 1997 a 2007, atendemos as 9 cidades da região e também o Vale do Ribeira e a sede da nossa Delegacia era na Cadeia Velha, em parceira com a Oficina Cultural, totalizando um atendimento a 25 municípios, sem esquecer, é claro, dos artistas da cidade de Santos q ali fervilhavam em seus ensaios, apresentações, exposições, feiras, festivais de Teatro, Cinema... e complementa: "Para mim, artista e servidor público, trabalhar como gestor e imprimir esse movimento multifuncional e multicultural foi essencial para vida, experiência única e de qualidade profissional.

Photos 25/11/2016

A escritora e jornalista Patrícia Rehder Galvão, Pagu, musa do Movimento Modernista, nasceu em São João da Boa Vista em 1910 e terminou seus dias em Santos. Filiada ao partido comunista, foi militante combativa e uma das mais atuantes no movimento cultural e foi a primeira mulher a ser presa no Brasil por motivos políticos. A primeira, de suas 23 prisões, foi na Cadeia Velha, dia 23 de agosto de 1931, quando participava de um comício do Partido Comunista.

No Brasil, esteve presa de 1938 a 1940, durante o Estado Novo. Após a libertação casou-se com o jornalista Geraldo Ferraz, com quem viveu até a morte. A partir de 1940, atuou como crítica de literatura e teatro, além de escrever crônicas e fazer traduções para jornais e revistas da época. Morreu em dezembro de 1962 em Santos.

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