O Morro do Rangel, já tombado pelo Estado, conforme Decreto nº 7840, de 13 de março de 1975, fica próximo a praia da Macumba, junto ao canal Sernambetiba e vizinho a Serra do Grumari. Com aproximadamente 170 metros de altura, o morro é uma das principais atrações natural do bairro do Recreio dos Bandeirantes. Além de ser um dos monumentos naturais que conferem beleza paisagística à região, consta
por ocasião dos estudos de tombamento do morro do Rangel, o registro de um sítio arqueológico, testemunho de uma ocupação pré-histórica no local. Por ocasião do desenvolvimento do Plano Piloto para urbanização da Baixada de Jacarepaguá, o arquiteto Lucio Costa já ressaltava a importância da proteção de determinados sítios naturais para a valorização das condições paisagísticas e ambientais da região. Foram identificados os monumentos naturais considerados mais expressivos daquela paisagem e proposto o tombamento. Esses tombamentos foram inaugurados pelo antigo Estado da Guanabara, tornando-se uma referência do órgão Estadual. Mais adiante, essa proteção foi ratificada e ampliada sua lista pelo novo Inepac, a partir de 1980. Passados os anos, esse conjunto de bens naturais reafirmou-se como marco histórico e testemunho de uma paisagem primitiva que muito se desfigurou e hoje se busca novamente resgatar, através de projetos paisagísticos de recuperação dos ecossistemas próprios da região da planície costeira de Jacarepaguá. São eles: Pedra da Panela, morro Dois Irmãos, Pedra de Itapuã, Pedrade Itaúna, morro do Urubu, morro do Amorim, morro do Cantagalo, Pontal de Sernambetiba, morro do Portela e Pedra da Baleia e o objeto do presente projeto, o Morro do Rangel. O processo de expansão da cidade, na década de 1960, já apontava em direção a Baixada de Jacarepaguá, prevendo-se que a proteção e consequente valorização dos seus monumentos paisagísticos seriam de grande valia para garantir uma adequada urbanização da região. A área do referido Morro do Rangel tem aproximadamente 475.000 metros quadrados, sua delimitação tem por base a cota 10 (dez), e mais a superfície do recôncavo limitada pela cota 10 (dez) e os pontos A (2.452.950 - 347.160), B (2.452.880 - 348.000) e C (2.452.940 - 347.980) de coordenadas. Contudo, o Morro do Rangel há mais de 20 anos vem sendo ocupado por favela e casas de classe média. Após a implantação do Projeto Favela Bairro (dez/95) no Canal das Taxas, a ocupação ilegal é feita inclusive com desmatamento e destruição da flora e do morro às vistas das autoridades. A necessidade de preservação é urgente e de extrema importância pois se trata de um tesouro arqueológico que está sendo destruído. O Morro do Rangel é um componente paisagístico da cidade e, consequentemente, parte indispensável a sua estética, que se baseia e se afirma nas leis elementares da visão. O Morro do Rangel, infelizmente, já tem uma grande parte de sua área desflorestada, todavia, após um reflorestamento adequado, obedecendo às condições ecológicas da região, poderá, ao lado da beleza paisagística, vir a ser um pequeno Parque Florestal, com possibilidades de proteção e refúgio de certas espécies da Fauna e da Flora, da Terra Carioca. Uma cidade é também uma obra de arte, pelo que não deve escapar dos parâmetros da cultura e do esporte
26/06/2017
Manha de novidades bem debaixo dos pés dos alunos do Educom Pre-vestibular Comunitário.
01/10/2016
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01/08/2016
Escoteiros do Ar no céu do Morro do Rangel, sempre alerta!
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