Ediane Ribeiro
Como saber que se está preparado para voltar ao trabalho após licença médica por burnout?
11/06/2026
Vivemos uma verdadeira epidemia de solidão. É o que afirmam pesquisas, autores e o que sentem muitas e muitos de nós.
Na minha última coluna na Revista Vida Simples abordei uma das dimensões desse fenômeno: a cultura da performance transformou relacionamento em sobrecarga.
Na era da cobrança por hiper produtividade, por imagens impecáveis, resultados a qualquer custo, por parecer mais do que ser, ficamos sem respiro para existir dentro de nossa humanidade, que é cheia de contradições e incoerências.
Você performa no trabalho e nas festas, as amizades se tornam utilitárias e até os amores te exigem “entregas” que se assemelham mais com metas que com conexão.
Tudo isso nos coloca em estado de tensionamento mesmo nas relações que poderiam ser revigorantes pra nós.
Não demora muito para que o sistema corpo-mente comece a associar relacionamento com sobrecarga e com o excesso a ser cortado.
O problema é que quando cortamos o essencial achando que é supérfluo, é a saúde e a organização social que pagam a conta.
Por isso, a solidão da era moderna não é um problema apenas individual. É algo que precisa ser debatido coletivamente para que criemos condições de nos dedicarmos uns aos outros e a nós mesmos sem que isso pareça um excesso ou um privilégio.
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