Viletim
12/06/2026
A queda das temperaturas durante o inverno pode intensificar significativamente as dores em pessoas com fibromialgia. Segundo a médica fisiatra Lin Tchia Yeng, coordenadora do Curso Interdisciplinar de Dor da USP e responsável pela reabilitação no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a explicação envolve fatores fisiológicos e comportamentais que se somam e tornam o quadro doloroso mais evidente nessa época do ano.
De acordo com a especialista, o frio provoca uma reação natural do organismo. “Tendemos a nos contrair mais, reduzindo a movimentação espontânea e aumentando a tensão muscular. Em pessoas sem dor crônica, isso já pode gerar desconforto leve, mas, em quem tem fibromialgia, esse efeito é amplificado.”
Ela explica que uma das características centrais da doença é a presença de dor difusa associada à chamada sensibilização do sistema nervoso, tanto periférico quanto central. Em outras palavras, o organismo passa a interpretar estímulos comuns como mais intensos e, muitas vezes, dolorosos.
Frio atua como gatilho para os sintomas
Nesse contexto, estímulos ambientais típicos do inverno — como temperaturas mais baixas, vento frio e mudanças bruscas de clima — podem funcionar como gatilhos adicionais para a dor. A médica ressalta que outros estímulos sensoriais, como sons mais altos ou cheiros mais fortes, também podem ser percebidos de forma exacerbada por pessoas com fibromialgia. Assim, o frio não é o único fator responsável pela piora dos sintomas, mas contribui para aumentar a percepção geral de desconforto.
Outro aspecto relevante é a mudança de comportamento durante os meses mais frios.
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12/06/2026
Com apoio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da USP lançou no último dia 13 de maio o policy brief Locais-Nova: ferramenta inovadora para avaliar o acesso a alimentos no Brasil, documento que apresenta uma metodologia desenvolvida para monitorar ambientes alimentares em escala regional e nacional. É possível fazer o download gratuito neste link:https://nupens.fsp.usp.br/wp-content/uploads/2026/05/Policy-brief-Locais-Nova-abril-2026-1.pdf
A Locais-Nova utiliza dados públicos para classificar estabelecimentos de aquisição de alimentos segundo as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira. A ferramenta permite identificar territórios com maior acesso a alimentos in natura e minimamente processados e áreas com maior concentração de estabelecimentos considerados fontes de ultraprocessados.
O objetivo da metodologia é facilitar a produção de evidências sobre como os locais de compra de alimentos influenciam o consumo alimentar da população, além de apoiar ações de vigilância alimentar e nutricional, planejamento urbano e formulação de políticas públicas.
Para validar a ferramenta, pesquisadores compararam a Locais-Nova à AuditNova, metodologia também desenvolvida pelo Nupens, considerada padrão-ouro para avaliação de ambientes alimentares. Os resultados mostraram alta concordância entre os métodos, indicando que a ferramenta consegue reproduzir padrões observados em auditorias presenciais.
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12/06/2026
Um estudo internacional liderado por pesquisadores da USP e de instituições francesas revelou, pela primeira vez, como partículas de carbono negro, um dos principais poluentes gerados pela queima incompleta de combustíveis fósseis, são ingeridas e transformadas dentro de organismos marinhos microscópicos. Publicado em artigo da revista científica Environmental Science & Technology , o trabalho adotou uma avançada técnica de microscopia para acompanhar, em tempo real e sem o uso de marcadores químicos, o comportamento do poluente conhecido como carbono negro em copépodes do gênero Acartia , pequenos crustáceos que compõem grande parte do zooplâncton oceânico.
O zooplâncton é o conjunto de organismos que tem capacidade de se locomover nas águas dos oceanos e não ser levado pelas correntes marinhas. O carbono negro é considerado um importante agente de aquecimento climático e um contaminante amplamente presente nos oceanos. Apesar disso, pouco se sabia sobre a forma como ele interage biologicamente com organismos marinhos. Os experimentos foram realizados com partículas coletadas diretamente da emissão de motores a diesel na cidade de São Paulo, e o material foi preparado em diferentes formas, particulada e dissolvida, para avaliar seu comportamento óptico e biológico.
A pesquisa mostrou que os copépodes ingerem partículas provenientes da fuligem de motores a diesel e que essas partículas sofrem alterações estruturais ao longo do trato digestivo. Segundo os cientistas, o ambiente intestinal dos animais modifica o arranjo molecular do material poluente, transformando agregados sólidos em estruturas mais dispersas e potencialmente mais reativas (...)
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12/06/2026
Antes mesmo de o sol nascer, o produtor enfrenta um dilema desgastante: a lavoura clama por água, mas a decisão de acionar o sistema exige um sacrifício. Ele precisa percorrer quilômetros até a casa de bombas, sem qualquer garantia de que o rio terá vazão suficiente para sustentar a operação. É uma jornada cega e solitária, em que o risco de descobrir, tarde demais, que o manancial não suportará a demanda, é uma realidade que consome tempo e recursos preciosos.
A solução identificada pela startup paulista Spectrum, apoiada pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas ( PIPE ) da FAPESP, para auxliliar os produtores agrícolas a enfrentar situações como essa foi expandir a aplicação de uma plataforma de internet das coisas (IoT), batizada PalmaFlex, que lançou em 2019 para monitorar a umidade do solo. O sistema foi desenvolvido sob o comando de Adilson Chinatto e Cynthia Junqueira , engenheira eletricista com mestrado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A premissa do novo sistema, batizado de PalmaFlex Total, é transformar medições dispersas em informações práticas. A tecnologia combina sensores instalados no solo, comunicação de dados de longo alcance via rádio — capaz de cobrir áreas de até 3 mil hectares — e modelos de inteligência artificial para estimar a disponibilidade hídrica. Trata-se de uma solução robusta, de baixo custo de manutenção e alta conectividade em áreas remotas. A plataforma ainda permite monitorar variáveis como vento, radiação solar e temperatura, além de detectar falhas em motores.
Foco no manancial
Mananciais são fontes naturais de água, como córregos, riachos e rios. (...)
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12/06/2026
Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) criaram sensores biodegradáveis para monitorar a saúde de plantas em tempo real. Feitos de uma tinta de carbono, os dispositivos miniaturizados são impressos por meio de serigrafia em bioplásticos transparentes e flexíveis. Dessa forma, podem ser fixados diretamente em diversos órgãos vegetais – incluindo caules, cascas e folhas –, possibilitando medir temperatura, umidade, desidratação, biomarcadores, doenças, níveis de nutrientes e até a presença de pesticidas nas plantas.
“Eles permitem detecção não destrutiva, rápida, in loco e descentralizada, fornecendo bioinformação em tempo real sobre o estado de saúde da planta e fatores ambientais”, conta Paulo Augusto Raymundo-Pereira , professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP).
O trabalho foi publicado em fevereiro na revista Biosensors and Bioelectronics: X . Como destacam os autores no artigo, a engenharia de sensores vestíveis foi eleita pelo Fórum Econômico Mundial entre as dez principais tecnologias emergentes de 2023, em função do seu potencial para melhorar a saúde das plantas e aumentar a produtividade agrícola. Entretanto, a maioria dos dispositivos hoje é fabricada com polímeros plásticos de origem não renovável (derivados do petróleo) e apresenta baixa aderência em superfícies irregulares, onduladas e curvas.
“Já o nosso sensor é feito de acetato de celulose, material flexível de origem vegetal que pode ser produzido a partir de diversos resíduos agrícolas. A celulose é o polissacarídeo natural mais abundante na Terra. Apresenta biocompatibilidade excepcional, alta estabilidade térmica e flexibilidade (...)".
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12/06/2026
Em Piracicaba , mínima de 16°C e máxima de 22°C. Tempo nublado, com chuva durante todo o dia. Aberturas de sol durante o dia.
Sensação térmica: 17°C a 19°C Umidade do ar: 96% Chuva: 4.5mm. 95% de chance. Sol das 06h47 às 17h33 Lua : Minguante
A manhã desta sexta-feira (12) apresenta aumento de nuvens e sensação de frio na Capital paulista. De acordo com as estações meteorológicas automáticas do CGE da Prefeitura de São Paulo, a média da temperatura mínima aferida na madrugada foi de 13°C. A mínima absoluta, 8,2°C, foi observada na região de Parelheiros, no extremo da zona sul. Já a mínima mais alta, 14,9°C, foi medida na Sé, no Centro.
A propagação de áreas de instabilidade associadas a uma frente fria que avança ao largo do litoral da região Sul vai provocar chuva em forma de pancadas a partir da próxima hora. Há potencial precipitações generalizadas com até forte intensidade, porém curta duração. Atenção com os ventos, cujas rajadas podem superar os 60 Km/h no decorrer do dia. O sistema frontal avança rápido, e por conta disso, acontecem aberturas de sol à tarde. Não há expectativa de chuva significativa entre a tarde e a noite. A máxima alcança os 21°C.
A Defesa Civil da Cidade de São Paulo, decretou estado de ATENÇÃO para baixas temperaturas a partir da zero hora do dia 28/05/26.
Os dados do CGE da Prefeitura de São Paulo também mostram que em junho, o acumulado de chuva até o momento é de 17,1mm, o que corresponde a 35,6% da média do esperado para o mês que é de 48mm.
Fontes: Climatempo e CGE SP.
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11/06/2026
Desde 2007, o biólogo Danilo Trabuco do Amaral participa de expedições noturnas em regiões de mata fechada do estado de São Paulo e de outros locais do país procurando por espécies de vagalumes. Um dos lugares que mais impressionaram o pesquisador da Universidade Federal do ABC (UFABC) foi a Estação Ecológica de Jureia-Itatins (EEJI), um dos trechos mais bem preservados de Mata Atlântica, com 844 quilômetros quadrados (km²) de extensão, em Peruíbe, no litoral sul paulista. Ali, Amaral chegou a avistar em uma única noite até 15 vagalumes por metro de trilha. “Eles trombam e pousam em você, de tantos que são”, ele conta.
Em um levantamento inédito na região, Amaral e sua equipe encontraram 23 espécies de vagalumes, quatro de fungos e uma de microrganismo marinho que brilham no escuro – um espetáculo com potencial de aliar turismo à conservação da natureza. Em um artigo publicado em fevereiro na revista Journal for Nature Conservation, eles discutiram os possíveis benefícios de fomentar o ecoturismo de bioluminescência na EEJI e em outras reservas de Mata Atlântica.
A inspiração veio de experiências bem-sucedidas no exterior. No Japão, os vagalumes são celebrados em festivais tradicionais de verão conhecidos como hotaru matsuri, e seu hábitat natural – matas próximas a cursos de água – é preservado, mesmo em áreas urbanas. Nos Estados Unidos, a partir dos anos 2000, o Parque Nacional das Grandes Montanhas Fumegantes, entre o Tennessee e a Carolina do Norte, começou a receber pequenos grupos de turistas para observar o fenômeno da sincronização, em que centenas a milhares de vagalumes Photinus carolinus piscam de maneira coordenada.
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