CERNE
O CERNE - Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia - é um “think tank” voltado para a concepção, discussão e implementação de estratégias públicas e privadas relativas ao aproveitamento sustentável dos recursos naturais e energéticos do Nordeste Setentrional do Brasil.
24/10/2025
💬 O Nordeste está se tornando o centro da nova economia verde brasileira.
O presidente do CERNE, Darlan Santos, participou em Fortaleza (CE) do evento “Como escalar e acelerar os investimentos sustentáveis no Nordeste: As oportunidades do Powershoring”, que reuniu lideranças públicas e privadas para discutir o papel da região na nova economia verde.
Durante o encontro, foi anunciada a criação do Fórum Interinstitucional de Powershoring, uma iniciativa que reunirá governos, setor privado, financiadores, academia e sociedade civil para fortalecer as cadeias produtivas verdes e atrair investimentos sustentáveis para o Nordeste.
O Fórum contará com Comitê Gestor, Secretariado Executivo e Grupos de Trabalho temáticos, voltados a infraestrutura verde, logística, regulação e inovação energética.
Realizado em um momento que antecipa a COP30, o evento reforça o protagonismo do Nordeste Equatorial na transição energética justa e na consolidação do Brasil como líder da economia de baixo carbono.
Promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), Banco do Nordeste (BNB) e Consórcio Nordeste, com apoio de instituições nacionais e internacionais.
08/10/2025
O CERNE esteve presente na abertura do evento “Desafios sobre a Instalação de Parques Eólicos Marítimos no Brasil”, promovido pelo Instituto SENAI, em parceria com a Global Wind Energy Council (GWEC) e o Ocean Energy Pathway.
O presidente do CERNE, Darlan Santos, participou presencialmente da cerimônia, enquanto o chairman Jean Paul Prates contribuiu por videoconferência, trazendo uma análise sobre o início e o potencial da energia offshore no país, especialmente na região do Nordeste e ao longo do Brasil Equatorial.
Durante sua fala, Jean Paul destacou o papel pioneiro do Brasil na regulamentação do setor. Ele relembrou o processo de elaboração e aprovação da Lei de Energia Offshore, sancionada com unanimidade no Senado em 2018 e já em vigor, que estabelece um marco moderno para concessões, autorizações e a outorga de direitos sobre áreas marítimas. A legislação abrange não apenas a energia eólica, mas também outras fontes oceânicas, como marés e ondas, assegurando a participação da União, estados e municípios, além da proteção às comunidades costeiras.
“Nós estamos diante da área mais atrativa e competitiva para investimento em energia offshore do mundo”, afirmou Prates, destacando que o país reúne condições ideais para o avanço dessa nova fronteira energética.
O chairman também reforçou a importância de um desenvolvimento soberano e sustentável, voltado à transformação econômica e social das regiões produtoras. “Queremos nos ver como uma região de potência energética, mas para nosso benefício socioeconômico e ambiental, não apenas como mais uma fronteira exportadora de recursos”, completou.
Jean Paul destacou que o Brasil já vive um novo momento no setor: “Nós já estamos em plena era da energia offshore no Brasil. Talvez alguns ainda não tenham se dado conta, mas essa era já começou.”
O evento reuniu especialistas, representantes do setor produtivo e instituições públicas para debater os próximos passos da energia eólica marítima, um dos pilares da transição energética global e um campo estratégico para o Nordeste e o Brasil Equatorial.
30/09/2025
A Aneel confirmou para outubro o próximo leilão de linhas de transmissão, com expectativa de R$ 5,53 bilhões em investimentos. A medida é estratégica para reduzir os gargalos no escoamento da energia renovável e enfrentar o curtailment — cortes obrigatórios de geração em usinas eólicas e solares por falta de infraestrutura.
O Rio Grande do Norte, líder nacional em energia eólica, está entre os estados mais afetados pela falta de linhas de transmissão. Para o chairman do CERNE, Jean Paul Prates, o Brasil já desperdiça “energia limpa e barata por não ter linhas suficientes”, o que ameaça a confiança de investidores e compromete a imagem do país como potência renovável.
O presidente do CERNE, Darlan Santos, também reforça: “É fundamental que o RN esteja contemplado no certame. O Estado é a principal vitrine do Brasil em energia renovável e precisa de infraestrutura compatível para continuar atraindo investimentos e liderando a transição energética.”
🌍 A agenda do setor inclui mais do que novas linhas: armazenamento em larga escala, hidrogênio verde e modernização regulatória são essenciais para garantir segurança, inovação e competitividade.
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