GlobalSieg
Founded in April 2012, GLOBALSIEG company of Representation and Management in Foreign Trade, which was highlighted in the national and international markets since the first day of operation, and it is heading to become one of the most important and prestigious companies.
16/09/2014
O Que Causa o Pinote do Dólar em Setembro
Aos poucos, sem alarde, o dólar comercial se desloca, segundo especialistas, para novo patamar de preços, em torno de R$ 2,30. Foi nesse nível de cotação, a mais elevada em mais de cinco meses, que a moeda americana fechou na última quinta-feira (11), após seis valorizações consecutivas, e acumulou alta de 2,60% no mês.
Conforme analistas, o preço do dólar comercial sobe puxado basicamente por três fatores. O primeiro está associado à proximidade da eleição presidencial, em que crescem as incertezas políticas e econômicas com o governo que assumirá o mandato em 1º de janeiro de 2015.
Maior demanda
A insegurança com o atual cenário tem levado à procura maior por dólar, considerado refúgio em momentos de insegurança e transição política. Outro fator que estimulou o interesse por dólar e alimentou a alta de preços foi a decisão da agência de classif**ação de risco (rating) Moody's de revisar de estável para negativa a perspectiva de nota de crédito do Brasil.
O País não perde a condição de grau de investimento com a decisão, considerada, por enquanto, uma espécie de cartão amarelo. Ela representa, dizem analistas, mais um aviso de que, se persistir no caminho dos desmandos fiscais, o Brasil poderá ser rebaixado para um grau especulativo na classif**ação de risco, o que tenderia a afugentar o investidor estrangeiro.
Grau de investimento
Eventual perda de grau de investimento põe os títulos brasileiros sob suspeição, o que dificulta a atração de capitais para investimento no País e encarece a captação de recursos no exterior, já que serão cobrados juros mais elevados para compensar o risco de eventual calote. A perspectiva de redução de ingresso de dólares, alimentada também pela expectativa de elevação dos juros americanos, reforçou a mobilidade de preços da moeda americana, apesar da continuidade de intervenções do Banco Central no mercado, notadamente com oferta de contratos de swap cambial, ainda que em volume mais baixo.
Os contratos de swap cambial servem como proteção (hedge) para o comprador, porque a operação equivale à compra de dólar no mercado futuro. Mas o detentor do contrato só recebe o dólar papel, no vencimento, se quiser. Em geral, se a moeda americana subir além das expectativas, o detentor do contrato receberá o dinheiro aplicado mais a correção cambial do período em reais.
De acordo com especialistas em câmbio, a retomada de valorização do dólar reflete um momento que combina saída mais acentuada de moeda americana do País com expectativa de redução de ingresso de capitais. Um movimento que pode continuar pressionando as cotações, que tenderiam a trafegar no intervalo entre R$ 2,25 e R$ 2,30 e daí para cima, deixando para trás o intervalo anterior, entre R$ 2,20 e R$ 2,25.
Fonte: O Diário do Nordeste
16/09/2014
Funcaju pode salvar a cultura no Nordeste
O Fundo de Apoio à Cultura do Caju (Funcaju) é uma medida que poderá salvar essa importante agroindústria para os estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, responsáveis por cerca de 95% da produção nacional. O Ceará concorre com 51% desse total, representando a movimentação de US$ 150 milhões em exportações de amêndoas.
Nessa atividade, o Nordeste chegou a empregar mais de 300 mil pessoas, das quais grande parte, quase 65%, são agricultores familiares. Hoje, entretanto, o número de pessoas que sobrevivem da atividade já caiu pela metade.
Tudo isso tem levado a uma perda superior a 1,2 milhão de toneladas de pedúnculo de caju no campo, que poderia estar sendo amplamente utilizado em indústrias para a fabricação de um complemento alimentar fortíssimo - uma vez que é rico em ferro e vitamina C -, importante para a merenda escolar. Inclusive, já aprovado em projeto da Comissão de Agropecuária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e sancionado pelo governador Cid Gomes, tendo em vista o baixo custo que representaria, face o elevado grau de substâncias necessárias para o desenvolvimento de crianças carentes nos 184 municípios cearenses.
Associada ao caráter social e econômico do cajueiro existe, ainda, a característica de tolerância à seca, credenciando-o como espécie capaz de gerar riquezas e ser importante para fixar o homem no campo. “Dessa maneira, estaríamos dando a oportunidade dos produtores rurais terem uma nova possibilidade de geração de renda e novos postos de trabalho no interior, combatendo, simultaneamente, o êxodo rural e o inchaço das grandes cidades.
Nesta compreensão, evitaríamos que empresários cearenses migrassem para outros países, especialmente para o continente africano, como já está acontecendo, devido à escassez de matéria-prima de qualidade no mercado brasileiro”, ressaltou Paulo de Tarso Meyer Ferreira.
Fonte: O Estado do Ceará
03/09/2014
Ineficiência do governo faz Brasil perder uma posição em ranking global
O Brasil perdeu uma posição no ranking global de competitividade, neste ano, e agora ocupa a 57ª posição entre 144 países. Feito pelo Fórum Econômico Mundial, o estudo aponta para a ineficiência do governo como o principal fator de piora do ambiente econômico entre 2013 e 2014.
Educação superior e qualidade da saúde, por outro lado, foram os quesitos que o país apresentou evolução no último ano.
Segundo Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral e responsável pelos dados do Brasil que compõem o ranking, o levantamento mostra que o país precisa fazer reformas necessárias, como trabalhista e tributária, o quanto antes.
No quesito instituições, que mede justamente a atuação de órgãos governamentais, o Brasil ficou em 94º lugar. Em 2013, estava em 80º.
O país está entre os últimos colocados em alguns dos componentes que integram esse índice, como peso das regulações governamentais (143), confiança nos políticos (140), desperdício do governo (137) e desvios de recursos públicos (135).
Arruda esclarece que o estudo é feito junto de empresários e o cálculo representa uma percepção do setor produtivo.
Nem mesmo as aprovações no Congresso do código florestal, do marco civil da internet ou da partilha dos royalties do pré-sal, ajudaram na melhora dessa percepção.
"Apesar do Brasil ter feito essas reformas, elas têm avançado de forma mais lenta do que outros países. O Brasil está fazendo menos do que é preciso", afirma.
O ambiente macroeconômico também foi outro fator de perda de competitividade. Pioras na poupança nacional bruta, inflação e dívida bruta, contribuíram para a queda de 10 posições nesse quesito.
O ranking revive uma polêmica em torno da legislação trabalhista. Nesse quesito, o Brasil perdeu 17 posições e ocupa atualmente o 107º lugar.
"As leis trabalhistas brasileiras não são compatíveis com o trabalho no século 21", diz Carlos Arruda.
Ele lembra da lei da terceirização, que ainda não foi aprovada, como um fator desestimulante. "A comunidade empresarial entende que nada está sendo feito para melhorar essa questão", complementa.
EMERGENTES
O Brasil está a frente da maioria de seus parceiros comerciais na América Latina, mas é o quarto colocado entre os Brics, atrás de China (28º), Rússia (53º) e África do Sul (56º), e somente à frente da Índia (71º).
Entre as principais economias latino-americanas, o Chile se destaca, em 33º lugar. O Brasil, entre esses países, é o segundo. Está à frente do México (61º), Peru (65º), Colômbia (66º), Argentina (104º) e Venezuela (131º).
Arruda afirma que esses países têm maiores dificuldades para avançar no ranking devido ao peso do estado em suas economias. "São países parecidos na ineficiência de seus governos. O Brasil faz parte de um grupo crítico, que possuem práticas aquém da comunidade internacional", diz.
O ranking completo será publicado nesta quarta-feira (3).
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