Belford Roxo em Foco
27/05/2026
Ex-secretário de Defesa do Consumidor rebate acusações e afirma confiar na Justiça
O ex-secretário estadual de Defesa do Consumidor voltou a se manifestar publicamente após ter o nome citado em uma investigação envolvendo supostas irregularidades administrativas. Em entrevista, ele negou qualquer participação em atos ilegais, afirmou estar tranquilo em relação às apurações e disse confiar plenamente na Justiça.
Durante a conversa, o ex-secretário destacou que jamais participou de qualquer esquema ilícito e afirmou que sua trajetória na vida pública sempre foi pautada pela transparência e defesa da população.
“Recebo isso com tranquilidade”
Questionado sobre como recebeu as acusações e citações na investigação, ele respondeu que encara o momento com serenidade.
“Recebo tudo isso com tranquilidade, porque sei da minha conduta e da minha história. Nunca participei de qualquer irregularidade”, afirmou.
Ele também reforçou que está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos necessários.
Defesa da atuação pública
Ao longo da entrevista, o ex-secretário relembrou ações realizadas durante sua passagem pela Defesa do Consumidor e destacou operações de fiscalização, combate a abusos contra consumidores e medidas voltadas à proteção da população fluminense.
Segundo ele, o trabalho desenvolvido sempre teve foco no interesse público e na garantia dos direitos do consumidor.
“Não existe condenação”
O ex-secretário também criticou o que chamou de “julgamentos precipitados” e reforçou que ainda não há qualquer condenação judicial.
“Ninguém pode ser tratado como culpado antes do fim das investigações”, declarou.
Ele afirmou ainda que seus advogados acompanham o caso e que todas as informações serão devidamente esclarecidas dentro do processo legal.
Confiança no esclarecimento dos fatos
Ao final da entrevista, o ex-secretário afirmou acreditar que os fatos serão esclarecidos e que sua inocência ficará comprovada.
“Tenho confiança na Justiça e tranquilidade para seguir respondendo tudo da maneira correta”, concluiu.
11/10/2025
Presidente da Câmara de Belford Roxo é afastado por decisão do STF; bastidores apontam desgaste com prefeito Márcio Canella
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento do presidente da Câmara Municipal de Belford Roxo, Marco Aurélio de Almeida Gandra, conhecido como Markinho Gandra, após constatar irregularidades em sua terceira reeleição consecutiva ao comando da Casa. A decisão liminar foi proferida pelo ministro André Mendonça e confirmada pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, que rejeitou o pedido do município para reverter a medida.
Na prática, o STF considerou que a recondução de Markinho Gandra à presidência para o exercício de 2026 violou precedentes da Corte que limitam a apenas uma reeleição consecutiva para cargos das mesas diretoras de Câmaras Legislativas. O ministro André Mendonça destacou que a medida fere os princípios da alternância de poder e da república, além de contrariar decisões já consolidadas nas ADIs 6.524 e 6.674 e na ADPF 959, que tratam do tema.
A decisão ainda determinou a comunicação imediata à Câmara Municipal para cumprimento da ordem e afastamento de Gandra, até o julgamento definitivo do caso. O ministro Edson Fachin, ao analisar o recurso do município, manteve a decisão de Mendonça e classificou como “improcedente” o pedido de suspensão apresentado pela Prefeitura.
Nos bastidores da política local, o afastamento acirrou o clima de tensão entre o Legislativo e o Executivo. Fontes próximas ao governo afirmam que o prefeito Márcio Canella já demonstrava insatisfação com a condução de Gandra à frente da Câmara. “O prefeito já não aguenta mais os problemas causados pelo ex-presidente da Casa”, disse um aliado de Canella sob reserva.
Com a decisão, o comando da Câmara de Belford Roxo deve ser reestruturado nos próximos dias. A expectativa é que uma nova eleição interna seja convocada para definir a Mesa Diretora que conduzirá os trabalhos até o fim do mandato legislativo.
O afastamento de Markinho Gandra marca mais um capítulo de instabilidade política na cidade da Baixada Fluminense, e ocorre a menos de um ano das eleições municipais, em meio a uma disputa de bastidores que promete impactar diretamente o cenário político de Belford Roxo.
Vereadores aumentam o próprio salário em meio a calamidade financeira
Vereadores aumentaram nos últimos dias de 2024 o próprio salário e, apenas alguns dias depois, reconheceram calamidade financeira do município.
Dia 30 de dezembro, em pleno recesso parlamentar, uma lei aprovada dias antes pelos vereadores foi promulgada pelo presidente da câmara decretando um reajuste de 40% no salário dos vereadores.
Os vencimentos dos parlamentares saltaram de R 9,8 mil para R$ 13,5 mil. Já os vencimentos do presidente da casa, Markinho Gandra, passaram a R$ 14,8 mil.
Três dias depois da nova lei, o novo prefeito, Márcio Canella, publicou um decreto de calamidade financeira na cidade. Era 2 de janeiro. Ele dizia ter encontrado um rombo nos cofres da cidade de R$ 1 bilhão. Os salários de outros servidores logo atrasaram.
Dez dias separaram duas decisões completamente diferentes dos vereadores: o aumento do próprio salário e o reconhecimento da calamidade financeira vivida pela cidade.
A despesa adicional anual será de R$ 1,2 milhão. Mais do que todo o orçamento da Secretaria de Ordem Pública, estimado em um milhão para 2025 e 30 vezes mais do que o que a cidade pretende gastar com a Defesa Civil: R$ 44 mil por ano.
O aumento do salário dos vereadores foi publicado no mesmo Diário Oficial que continha a lei orçamentária anual - também aprovada por eles.
24/10/2024
TCE-RJ rejeita contas de 2022 da prefeitura de Belford Roxo
Por unanimidade, as contas de gestão do prefeito Waguinho (Republicanos) foram rejeitadas. Principal irregularidade apontada foi a falta de repasses de recursos ao regime de previdência dos servidores do município.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) rejeitou nesta quarta-feira (23), por unanimidade, as contas de gestão do prefeito Waguinho (Republicanos), de Belford Roxo, referentes ao ano de 2022.
A principal irregularidade apontada foi a falta de repasses de recursos ao regime de previdência dos servidores do município.
O parecer do TCE rejeitando as contas será enviado para a Câmara Municipal de Belford Roxo. Caso os vereadores confirmem a rejeição, Waguinho pode ficar inelegível por oito anos. Não há um prazo para a Câmara analisar as contas.
O julgamento tinha sido interrompido no dia 17 de julho, quando o prefeito Waguinho enviou ao TCE documentos sobre um acordo de parcelamento da dívida da prefeitura com o Ministério da Previdência Social, fechado no final de junho.
Na época, Márcio Pacheco determinou o adiamento para análise da documentação pelo corpo técnico do Tribunal.
No voto desta quarta, Pacheco afirmou que a prática de deixar de pagar acordos e depois reparcelar as dívidas tem se repetido na cidade.
"A inadimplência persistente e a repetição e reparcelamentos configura uma rolagem de dívida, que agrava o déficit atuarial e compromete a sustentabilidade do Regime Próprio de Previdência dos Servidores", afirmou.
Waguinho deixa a prefeitura no fim deste ano. O novo prefeito eleito é Márcio Canella, do União Brasil.
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