MOB Poetry

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22/08/2020

Estou inebriado mais do que nunca, nem o céu nem a terra apreciou tal renúncia tal andar cambaleado, de rosto amarrado, de dizeres balbuciados, as salivas jogadas ao alento ou no ouvido presente. Os meus dentes abastecidos de sangue, misto com prazer adquirido do canibalismo, quiçá me tornei num cão sarnento, me tornei no povo cheio de horizonte equívoco e inbriagado e este é o fruto do passado que me foi oferecido

20/08/2020

A cabeça do angolano é uma maternidade e um cemitério de pensamentos...
By: Gangsta

05/08/2020

A voz evoca a esperança as crenças pro a resistência, o marinheiro rouco e sem noção de ritmo estoura a garganta a sua voz canta canção de esperança

A madrugada estouira-se com a tempestade, a noite e morosa mas do que a eternidade, o frio fez-se vento, o chorar cinzento do céu fez lamúrias das almas idas

O amanhã cada vez mais incerto, e a voz do marinheiro insistente ecoa a todo o ouvido convence até o mais fingido, lá vai um outro e outro e agora somos nós

- eu vou contra a minha paixão, eu vou navegar até o meu coração na maré alta posta pela calema, seguir a voz do mar em meu coração, eu vou até ao fim e sentir a minha esperança firme, oh oh oh...

E a terra vem firme, vem confiante e olhos alegres enchem o rosto molhado e exposto ao tempo ao seu belo gosto, a esperança não é apenas esperança é certeza, como aurora esperada.

No conto do marinheiro tem amor e desejo de voltar para o seu amor, oh oh oh

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