Informando com verdade

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Photos from Informando com verdade's post 13/05/2026

‼️LOURENÇO, RECANDIDATO — O QUE PENSAM 9.502 ANGOLANOS

A 10 de Maio de 2026, João Lourenço anunciou a sua recandidatura à liderança do MPLA. Em 24 horas, 9.502 angolanos comentaram em 15 posts publicados pelas páginas Camunda News, Club-K, Platina Line, Novo Jornal, Xé Agora Aguenta e José Gama. Analisei tom comentário a comentário, decodifiquei 7.162 emojis e cruzei os achados com três rondas do Afrobarometer e com os indicadores macro do BNA, FMI e INE. O resultado é uma fotografia sociologicamente densa do momento político angolano às portas de 2027.

A leitura é simples e dramática. Apenas 4,7% dos comentários apoiam explicitamente o Presidente; 61,1% são críticos — 54% mobilizam a ironia e 7,1% recorrem à crítica directa. Os outros 33,7%, classificados como «neutros», são equivalentes aos 35% de angolanos que recusam declarar intenção de voto no Afrobarometer e aos 10,8% que respondem «não sei» à pergunta sobre alternância. Em três contextos diferentes, com três métodos diferentes, uma proporção significativa de angolanos prefere não tomar posição explícita. O silêncio é, também ele, uma posição.

Os emojis confirmam quantitativamente o domínio do irónico: 😂🤣😭 somam 47% de TODOS os emojis usados. O riso, no Facebook angolano, virou ponto de exclamação da crítica política — a forma mais sofisticada e mais difícil de censurar de oposição.

A análise online não é episódica. Está alinhada com a queda continuada da aprovação Afrobarometer (49,6% em 2020 → 29,7% em 2024, −20 pontos em quatro anos), com a perda do MPLA (45% → 34%) e com o salto da UNITA (16% → 31%). E está alinhada com algo ainda mais grave: a percepção de corrupção na Presidência da República duplicou em cinco anos — de 22% para 43%, +21 pontos. É a maior derrota narrativa do mandato Lourenço.

A inflação caiu de 31% para 11,58%. Mas a aprovação continuou a cair. A vitória monetária do BNA não recupera a legitimidade perdida — porque o problema central que os angolanos identificam não é económico, é ético.

E em Dezembro? O Congresso do MPLA decidirá quem é o próximo Presidente da República. Em Angola, quem controla o MPLA controla a porta do Estado. O eleitor escolhe um partido; o partido — através do seu líder — escolhe o Presidente. Os 9.502 comentadores sabem disso. O 😂 é o seu voto.

David Boio

12/05/2026

‼️TRAÍDA PELA CONFIANÇA, MARCADA PELA DOR|| A história triste e amarga de Cláudia Dias, uma mulher vítima de estupro cujos cujas consequências procura superar dia após dia

Em 1998 eu era apenas uma jovem cheia de sonhos, inocente, apaixonada pela vida e pela ideia do amor. Como tantas outras mulheres, acreditava que confiar era algo natural quando se gosta de alguém. Acreditava nas palavras doces, nos gestos de carinho e na sensação de segurança que uma pessoa pode transmitir. Nunca imaginei que justamente essa confiança seria usada contra mim da forma mais cruel possível.

Tudo começou com alguém que dizia gostar de mim. Um suposto namorado em quem eu depositava sentimentos sinceros. Numa madrugada, após um encontro combinado numa discoteca, os amigos dele aproximaram-se de mim dizendo que ele estava de serviço na Marinha de Guerra, no Lobito, e queria ver-me. Não vi motivo para desconfiar. Eu fui movida pela ingenuidade, pelo carinho e pela confiança que tinha naquela relação.

Mas, no caminho, percebi que algo estava errado.

Levaram-me para uma zona isolada da praia. Um lugar escuro, silencioso, distante de qualquer ajuda. Foi ali que a minha vida mudou para sempre.

Fui violada por três homens.

Até hoje é difícil encontrar palavras capazes de descrever aquele momento. O medo paralisa. O corpo deixa de obedecer. A mente tenta fugir enquanto a alma se despedaça. Muitas pessoas perguntam porque uma vítima não reage, não grita ou não luta. Mas quem nunca viveu o terror de estar nas mãos de agressores não entende que, às vezes, sobreviver é a única coisa que o corpo consegue fazer.

Naquela madrugada roubaram muito mais do que a minha inocência. Roubaram a minha paz, a minha confiança, a forma leve com que eu via o mundo e até a maneira como eu passei a olhar para mim mesma.

Existem dores que não deixam marcas visíveis no corpo, mas criam cicatrizes profundas na alma. Durante anos carreguei silêncio, vergonha, medo e culpa — uma culpa que nunca deveria ter sido minha. Porque nenhuma mulher é culpada pela violência que sofre. Nenhuma roupa, nenhuma escolha, nenhuma confiança depositada em alguém justifica um abuso.

O trauma não termina quando o crime acaba. Ele continua nos pesadelos, nas crises de ansiedade, no medo constante, na dificuldade de confiar novamente e no peso emocional que acompanha a vítima por muitos anos. É uma ferida invisível que afeta relacionamentos, autoestima e até a vontade de viver.

Durante muito tempo calei-me. Como muitas mulheres, tive medo do julgamento, dos olhares, das perguntas cruéis e da falta de compreensão da sociedade. O silêncio parecia mais seguro. Mas o silêncio também machuca. Ele aprisiona a vítima enquanto protege os agressores.

Hoje decidi contar a minha história não para despertar pena, mas para dar voz à mulher que eu fui e a tantas outras que continuam caladas. Falo porque talvez a minha história possa abrir os olhos de alguém. Talvez possa encorajar outra mulher a denunciar, procurar ajuda ou simplesmente perceber que ela não está sozinha.

O perigo nem sempre vem de estranhos. Às vezes ele vem de pessoas em quem confiamos, de rostos conhecidos, de ambientes aparentemente seguros. E é justamente por isso que precisamos falar mais sobre violência contra a mulher, sobre manipulação, abuso de confiança e apoio às vítimas.

Nenhuma violência deve ser normalizada.
Nenhum trauma deve ser ignorado.
Nenhuma mulher merece carregar sozinha o peso da crueldade de outros.

Hoje eu sobrevivo.
E transformar a minha dor em voz é também uma forma de resistência.

09/05/2026

‼️”ELE CONHECE-ME DESDE OS 17 ANOS”

Em declarações recentes, a influenciadora digital Paulety quebrou o silêncio sobre a natureza da sua polémica ligação com o General Francisco Furtado. Segundo a criadora de conteúdos, o vínculo entre ambos não é recente nem motivado pela sua ascensão mediática, revelando uma convivência que atravessa quase uma década.

"O que muita gente não sabe, e eu vou dizer aqui agora, é que o General não me conheceu ontem. Ele conhece-me desde os meus 17 anos. Nós temos uma história de anos, uma trajetória que vem de longe, muito antes de eu ser a Paulety que vocês veem hoje nas redes sociais. Ele acompanhou o meu crescimento e a minha transformação.

Não foi algo que começou agora por causa da fama ou do TikTok. Houve uma vida inteira de convivência e de promessas. Quando eu falo que me senti traída e desprotegida, é por causa de todo esse tempo que passámos. Não se apagam anos de ligação assim de um dia para o outro. Por isso, quando as coisas ficaram feias e eu senti que ele estava a virar as costas ou a permitir que me fizessem mal, a dor foi muito maior. Não era apenas um político e uma influenciadora; era alguém que me conhecia desde miúda", disse.

Nandó CR News

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