CT RTP 2011-2016
04/02/2015
COMUNICADO N.º 01/15
A ESTRATÉGIA - A Comissão de Trabalhadores da RTP saúda algumas intenções reveladas no “Projeto Estratégico para a Rádio e Televisão de Portugal” recentemente divulgado. Sendo um documento muito genérico, a CT regista algumas intenções:
- Recolha dos contributos imprescindíveis dos quadros da empresa (para a elaboração de um programa de transformação da RTP);
- Política de conteúdos diferenciadora e não concorrencial (face aos
operadores privados);
- Espectadores tidos em conta enquanto cidadãos e não consumidores;
- Produção interna de Informação, o fluxo do “daytime” e a cobertura de eventos;
- Não deve ser a vertente comercial a definir a natureza dos conteúdos a emitir;
PREOCUPAÇÕES - A CT f**a preocupada com a referência a programas e iniciativas que permitam a redução de custos estruturais, tanto de pessoal como de serviços externos. Será bom que, desde já, o CA diga se tem em mente proceder a despedimentos ou a novos programas de “rescisões amigáveis”.
- Face às intenções anunciadas, há uma necessidade que nos parece óbvia de encontrar fontes de financiamento para ultrapassar eventuais quebras de receitas de publicidade provocadas pelo reforço das características de serviço público na programação da televisão.
- Como aspeto negativo, a CT nota a ausência de quaisquer referências à Onda Curta (Rádio) e à TDT, e regista a confusão em relação à utilização do acrónimo RTP, sendo que umas vezes é utilizada para fazer referência à empresa Rádio e Televisão de Portugal e, outras vezes, para fazer referência ao setor de Televisão da Rádio e Televisão de Portugal. Uma confusão que é urgente solucionar.
FUTURO - Aguardamos agora o anunciado “Programa de Transformação da RTP”, com apresentação prometida para breve.
AGORA NÓS (30 de Janeiro de 2015) - O caso polémico no “Agora Nós” simboliza o que não pode acontecer na RTP. Não é hábito nem competência da CT pronunciar-se sobre questões diretamente ligadas com a Programação ou a Informação da RTP. Ainda assim, face ao momento de mudança que é sugerido pelo novo CA, entende a CT expressar o seguinte:
- No Serviço Público de Rádio e Televisão é obrigatório haver uma
separação clara entre entretenimento e informação; Esta fronteira bem definida não impede a colaboração (que deve existir), mas evita confundir ouvintes e telespectadores.
- Há assuntos demasiado sérios para serem servidos “à mesa” de um
programa de entretenimento; o Serviço Público de Rádio e Televisão não pode reger-se por padrões próprios de um tabloide;
- A RTP não pode ser alvo de crítica pública quando a responsabilidade do espaço em causa é de uma produtora externa;
- A conquista de audiências não pode justif**ar critérios proibidos no serviço público;
- É inadmissível a utilização de um trabalho jornalístico para enquadrar o tema abordado;
- É inadmissível que a apresentadora refira “a nossa redação”! Qual
redação?
Tendo em conta este caso, a CT considera que serve de exemplo para a necessidade de fazer regressar os programas de entretenimento à produção interna da RTP..
O Secretariado da Comissão de Trabalhadores da RTP
[email protected]
Lisboa, 2 de fevereiro 2015
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