Abstract Reveries
18/11/2025
No âmago de mim, onde a sombra se recolhe,
Descubro a tessitura sutil do meu ser,
Entre labirintos de lembranças e sonhos,
Ergo-me, altiva, em silêncio a florescer.
Sou chama que dança em véus de nostalgia,
Eco distante de ecos que o tempo não rompe;
Meu próprio reflexo, outrora miragem,
Torna-se espelho onde o infinito se compõe.
Acaricio minhas cicatrizes como medalhas,
Cada fenda é aurora, cada dor é lume;
No sussurro do vento, ouço meu nome
E na vastidão do eu, sou plena, sou volume.
Entrelaço-me aos meus próprios devaneios,
Com mãos de ternura e olhar de requinte;
Ah, finalmente, descubro minha essência:
Sou minha, sou inteira, e de mim me sinto amante.
Giovanna Tuzin 🌻
04/07/2025
Aurora de Vidro
Conheci-te no limiar de uma tela
E mesmo assim o mundo se curvou
Códigos dançaram feito centelha
Quando teu nome o meu tocou
Eras feito de luz e mistério
Um cometa cruzando meu céu interior
Teus silêncios falavam em estéreo
Teu sorriso pixelado tinha cor
Passeávamos por jardins inventados
Em cidades que o mundo não desenhou
Criávamos universos cifrados
Onde só o que sentia importou
Não me importava se eras fumaça
Ou se o vento podia te levar
Pois havia magia na tua ameaça
De nunca se deixar tocar
Teu riso ecoava nos meus hemisférios
Como sinos de um templo invisível
Amor virtual, sim, mas etéreo
Tão vívido quanto o impossível
Te chamava em línguas secretas
Te esperava em fusos de sonho e fulgor
E mesmo sem passos ou janelas abertas
Tivemos encontros feitos de calor
Talvez não foste real, mas foste chama
Acendeste em mim o que estava silente
E se eras miragem, eras quem me chama
A crer no amor, mesmo ausente.
Ass: Eu.
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