Lara Borges
O detalhe que muitas vezes era o que faltava no tratamento da disbiose
31/03/2026
A medicalização do emagrecimento virou o novo normal.
Só esquecemos um detalhe: remédio não ensina ninguém a comer, não muda comportamento, não mantém músculo e nem te ensina a manter resultado.
Os remédios para emagrecimento (mounjaro) são sim um avanço de extrema imporotância, quando usado de forma correta e pra quem precisa. Ele atua nos receptores de GLP-1 e GIP, ajudando no controle do apetite, glicemia e perda de peso.
Mas o que está acontecendo? Gente sem indicação usando como se fosse atalho e o pior SEM nenhum acompanhamento
E aí mora o problema.
Você perde peso rápido, posta foto, recebe elogio, acha que “deu certo”.
Só que por trás, muitas vezes, está acontecendo:
• perda de massa muscular
• metabolismo mais lento
• alterações hormonais
• ciclo menstrual desregulado
• efeito rebote esperando na esquina
Porque emagrecer peso na balança é uma coisa. Construir metabolismo saudável é outra.
Sem acompanhamento nutricional, o risco é pagar caro para alugar um resultado temporário. É como financiar um corpo que você não consegue manter depois.
E os juros ve em forma de reganho de peso, flacidez, cansaço, compulsão e metabolismo fragilizado.
O estudo SURMOUNT-4 mostrou justamente isso: ao interromper o tratamento, muitos pacientes recuperaram parte signif**ativa do peso.
Ou seja: o remédio pode abrir a porta, mas a nutri é quem constrói a casa.
O acompanhamento vem antes, durante e depois. Ajuste de rotina, estratégia, metabolismo, manutenção de massa magra, proteção do corpo
Emagrecimento de verdade não é peso caindo na balança, e sim, gordura baixando e músculo aparecendo
26/03/2026
Você não precisa de mais suplementos.
Você precisa de estratégia.
Vejo muita gente errando na ordem:
começa pelo “o que tomar”, sem nem ter organizado o básico.
Mas a verdade é simples e pouca gente quer ouvir:
suplemento não corrige base ruim.
Ainda assim, quando bem utilizados, eles podem ser grandes aliados no processo.
Os que eu mais utilizo na prática clínica com estratégia são:
– Proteína em pó: não é comodidade, é ferramenta. Principalmente para pacientes com baixo apetite ou dificuldade de bater proteína.
– Creatina: não é só performance. Preserva massa magra e protege o metabolismo, especialmente em déficit calórico.
– Complexo B (com foco em B12): essencial para energia, função neurológica e suporte em pacientes em uso de GLP-1.
– Zinco e magnésio: base para saciedade, sono, controle glicêmico e redução de compulsão.
– Probióticos e fibras: modulam a microbiota, reduzem inflamação e melhoram resposta metabólica.
Mas aqui está o ponto-chave:
Não é sobre sair tomando tudo.
É sobre saber quem precisa, quanto, quando e como usar.
Porque quando existe estratégia:
→ você potencializa os efeitos
→ reduz colaterais
→ melhora adesão
→ e sustenta resultado
Agora, sem base… nada disso se sustenta.
Quem usa errado tá fadado ao fracasso
O que constrói resultado não é medicamento, é a constância na rotina
Remédio não é o fim. É o meio
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