Climed
Dr. Marcos Estevam Duarte
Neurologia/ Neurocirurgia/ EEG digital/ Mapeamento cerebral. Graduado em Medicina pela Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais. Pós graduado em Neurologia clínica Ipemed - Instituto de pesquisa e ensino médico. Residência em Neurologia/Neurocirurgia Hospital Santa Mônica. Membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro Internacional Headache Society. Sócio proprietário na empresa Climed - Clinica médica especializada. Dr. Sandra Pimentel Duarte
Cirurgiã dentista.
28/11/2016
Uma boa dieta pode prevenir a demência?
Intervenções dietéticas para prevenir demência ou declínio cognitivo são geralmente seguras, prontamente disponíveis, e podem ser mais fáceis de serem implementadas do que intervenções como o exercício. Entretanto, as evidências que baseiam essas intervenções variam. A dieta Mediterrânea é talvez a melhor estudada, sendo rica em grãos, vegetais, frutas, batatas, nozes, sementes, legumes, peixes, azeite de oliva e pouca carne vermelha, aves, laticínios e álcool. A dieta de abordagem para impedir hipertensão (DASH) é semelhante, mas mais rica em laticínios desnatados e com menor quantidade de peixes. A dieta Mediterrênea–DASH de intervenção para atraso da neurodegeneração (MIND) incorpora elementos dessas duas dietas mas coloca mais ênfase nas frutas vermelhas, nozes e feijões.
Uma meta-análise de estudos de coorte prospectiva mostrou que as pessoas que aderem a uma dieta Mediterrânea têm menores taxas de doença de Alzheimer e Parkinson.[1] De forma semelhante, estudos de base comunitária com pessoas idosas que seguiram a dieta MIND mostraram menor declínio global na memória episódica, semântica e de trabalho e na velocidade de perceptual e organização perceptual com 4,7 anos de seguimento.[2] Além disso, esses participantes tiveram menor probabilidade de desenvolver doença de Alzheimer com seguimento de 4,5 anos.[3]
Dados de alguns ensaios clínicos randomizados apoiam o uso dessas dietas para prevenir declínio cognitivo e demência. No estudo PREDIMED, participantes com 55-80 anos de idade com alto risco para doença cardiovascular foram aleatoriamente inscritos para uma de três dietas: uma dieta Mediterrânea com suplemento de azeite extra virgem, uma dieta Mediterrânea com suplemento de nozes diversas ou uma dieta regular com redução de gordura. Houve redução no desfecho composto de infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico e morte por causas cardiovasculares – o desfecho primário – com as dietas Mediterrâneas suplementadas.[4] Uma análise secundária demonstrou pontuações maiores no Mini Exame do Estado Mental e o teste de desenho do relógio com 6,5 anos.[5] Em um estudo de curto prazo, os participantes randomizados para a dieta DASH tiveram maior velocidade psicomotora com quatro meses de seguimento.[6]
A dieta também pode ser efetiva quando faz parte de uma intervenção de vários componentes. No estudo Finnish Geriatric Intervention Study to Prevent Cognitive Impairment and Disability (FINGER),[7] 1260 participantes com fatores de risco cardiovascular para demência e performance cognitiva na média ou um pouco inferior do que o esperado para a idade, foram aleatoriamente inscritos para uma intervenção de multicomponentes (dieta, exercício, treinamento cognitivo e monitorização de risco vascular) ou para uma orientação saudável (grupo controle). O componente dietético incluiu frutas e vegetais, cereais integrais, leite desnatado, carne magra, pouco açúcar, margarina em vez de manteiga e no mínimo duas porções de peixe por semana. A medida do desfecho primário foi mudança no desempenho de uma bateria de 14 te**es neurocognitivos. Durante o período de seguimento de 24 meses, a pontuação composta dos te**es foi 25% maior no grupo da intervenção que no grupo controle e o funcionamento executivo e a velocidade de processamento foram melhores no grupo da intervenção. No entanto, a memória não foi melhor no grupo da intervenção do que no grupo controle.
Essas evidências são sugestivas, mas não conclusivas, de que existe benefício para uma dieta saudável na cognição e na demência. Associadas a outros benefícios relacionados a hipertensão e doença cardiovascular,[4,8] os médicos devem considerar recomendar essas dietas para as pessoas idosas apropriadas.
Desenvolvido em associação com o UCLA Alzheimer's and Dementia Care Program
http://dementia.uclahealth.org/
UCLA Alzheimer's Treatment: Dementia Care | Los Angeles, CA. Alzheimer's Dementia Care: UCLA Alzheimer's and Dementia Program: Santa Monica, CA: Helping patients and families with complex medical, behavioral, social needs of Alzheimer's disease and Dementia.
13/11/2016
Agosto, 2016
Nova ameaça do vírus Zika para os bebês: microcefalia de apresentação tardia
Pesquisadores do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) fizeram uma descoberta surpreendente sobre a microcefalia, defeito congênito devastador causado pelo vírus Zika: pode haver comprometimento dos bebês na fase tardia da gestação e isto não ser aparente até meses após o nascimento.
Até agora os pesquisadores diziam que os bebês eram mais suscetíveis ao vírus quando a mãe fosse infectada no início da gestação. Os bebês com esse quadro devastador geralmente apresentam um tamanho anormal do crânio, muito pequeno em relação à face.
Mas nesta forma recém-descrita da microcefalia - denominada microcefalia de apresentação tardia – o bebê parece ter o crânio de tamanho normal ao nascimento, porém o seu cérebro comprometido parou de crescer. Com cerca de seis meses de idade, o bebê apresenta o quadro de microcefalia porque a dimensão do crânio não acompanha o crescimento normal, disse o Dr. William Dobyns, médico, professor de pediatria e neurologia no Seattle Children's Hospital. O Dr. Dobyns vem estudando as lesões cerebrais nos bebês infectados pelo vírus Zika.
Este quadro foi observado pelos pesquisadores do CDC acompanhando mais de 1.200 gestações de mulheres infectadas por Zika no Brasil, disse Ted Pestorius, auxiliar responsável do CDC pela resposta à epidemia de zika. Este achado ainda não foi publicado na literatura médica.
Anteriormente, os cientistas descreveram um defeito no cérebro do feto associado ao vírus que promovia a retração do encéfalo e o colapso do crânio durante o período intrauterino. Relatos de casos publicados na literatura também descreveram um tipo de microcefalia de início tardio não detectável pela ultrassonografia, cujo diagnóstico porém se faz logo após o nascimento.
Pestorius compartilhou a descoberta com a imprensa que participava de uma coletiva de imprensa sobre zika promovida por oficiais do estado americano da Georgia, na última quarta-feira (10/08). O CDC não forneceu imediatamente detalhes adicionais sobre o estudo.
O Dr. Cesar Victora, médico epidemiologista da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, que faz parte da equipe que vem acompanhando os desfechos clínicos entre bebês nascidos de mulheres brasileiras infectadas por zika no Brasil, confirmou a ocorrência destes casos e afirmou que seus colegas já trataram alguns destes bebês.
Os bebês com microcefalia de apresentação tardia nasceram de mulheres infectadas pelo Zika durante o terceiro trimestre da gravidez, disse Pestorius.
O Dr. Dobyns afirmou ser cauteloso quanto a isso. "Relacionar a microcefalia de apresentação tardia à exposição no terceiro trimestre é muito prematuro", disse ele. Ele disse estar familiarizado com os dados não publicados, e que estes se baseiam em relativamente poucos casos.
Os pesquisadores acreditaram inicialmente que o vírus Zika fosse mais prejudicial quando a infecção acontece durante as primeiras semanas de gestação, durante a organogênese. A possibilidade do vírus poder continuar a causar lesões graves na fase mais tardia da gestação signif**a que os fetos podem ser vulneráveis aos seus efeitos em qualquer momento durante o seu desenvolvimento.
No entanto, o Dr. Dobyns disse que com base na sua pesquisa, f**a claro que os bebês infectados pelo Zika podem nascer com o crânio de tamanho normal e mesmo assim ter lesões cerebrais graves.
"Há muito com o que se preocupar ", disse ele.
Ele disse que o CDC está considerando a necessidade de rever suas diretrizes para os profissionais de saúde e cuidadores de pacientes de zika.
FONTES:
Coletiva de imprensa, CDC.
Ted Pestorius, auxiliar responsável, National Center for Emerging and Zoonotic Infectious Diseases, CDC, Atlanta.
Dr. Cesar Victora, PhD, médico epidemiologista da Universidade Federal de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil.
Dr. William Dobyns, médico professor de pediatria e neurologia, Seattle Children’s Hospital.
29/09/2015
Estimulaçao magnetica transcraniana.
Dr. Marcos Estevam Duarte
Neurologista/Neurocirurgia
Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.
Cérebro é estimulado com campo eletromagnético para combater a depressão - Bem Estar - Catálogo... Um imã especial é usado para o tratamento da depressão. A bobina gera um campo eletromagnético que penetra até três centímetros no cérebro dos pacientes. É um tratamento que só há cinco anos vem sendo utilizado no Brasil.
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